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O ministro das Cidades, Mário Negromonte (PP), em entrevista à Tribuna da Bahia, negou as acusações de que teria loteado o ministério com aliados regionais e de seu partido, conforme publicado na Folha de São Paulo. Segundo o ministro baiano, o que mais o intriga é que até agora ele só indicou três pessoas para a pasta de tamanha demanda, cujo orçamento é de R$ 18,5 bilhões. “Todas elas com critérios estritamente técnicos, com vasta experiência em suas áreas de atuação. Portanto, não entendo o porquê de tantos questionamentos”, disparou.


 


Negromonte complementou ainda que sabe separar política de período eleitoral. “Ganhei as eleições e ganhei muito bem, mas agora é hora de fazer uma gestão competente, à altura do governo Dilma (Rousseff) e, sem dúvidas, todas as minhas indicações são e serão técnicas”.


 


Por fim, o ministro das Cidades destacou que “Cássio Ramos Peixoto é um técnico com larga experiência no setor público. O Roberto Muniz é um técnico com experiência política”. Peixoto, que era ex-diretor da Agência Estadual de Defesa Agropecuária, é o seu chefe de gabinete, e Muniz será o secretário-executivo da pasta. O ex-deputado Feu Rosa (PP-ES) foi escalado para cuidar da relação da pasta com o Congresso. Sobre este caso, o ministro afirmou que Rosa “já estava lá [no ministério] havia muito tempo”.


 


A Folha de São Paulo, entretanto, aponta como indicados por outras lideranças, nomes como o de Rodrigo Figueiredo, que ocupava a secretaria-executiva na gestão de Márcio Fortes. Homem forte no ministério, Figueiredo é da cota do deputado federal Pedro Henry (PP-MT). Na administração de Negromonte, porém, Figueiredo foi “rebaixado” para uma assessoria especial. O ministro diz que se trata de “readequação”, mas, segundo a Folha apurou, o nome dele não agradava ao Planalto.


 


Figueiredo também teve histórico de desentendimentos com deputados. Henry é réu no caso do mensalão. Agora, ocupa a Secretaria de Saúde de Mato Grosso. Também ex-deputado, Leodegar Tiscoski (PP-SC) foi mantido à frente da Secretaria Nacional de Saneamento.


 


Há também uma “cota” alagoana na pasta. O diretor-presidente da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), Elionaldo Magalhães Moraes, é ligado ao senador Benedito de Lira (PP-AL). Advogado, Negromonte exerceu por quatro vezes o cargo de deputado federal e foi reeleito pelo PP baiano em outubro. Ele teve passagens pelo PMDB, PSDB e PPB, que virou Partido Progressista em 2003.


 

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