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Os consumidores dos oito estados – incluindo a Bahia – que sofreram danos com o apagão ocorrido na noite de quinta-feira (3) no Nordeste terão 90 dias para pedir o ressarcimento à distribuidora de energia. A determinação é da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Caso seja verificado a perda de algum aparelho por conta da interrupção do fornecimento, a distribuidora terá um prazo de 45 dias para ressarcir o consumidor. Geladeiras e freezers, utilizados para conservar alimentos perecíveis, devem ser vistoriados em até 1 dia útil.

Segundo a Coelba, o apagão que ocorreu às 23h20 (horário local) deixou 87,5% dos consumidores de energia elétrica da Bahia sem luz. Segundo o jornal Folha de S. Paulo, os únicos municípios que não sofreram com o apagão foram Jacobina, Senhor do Bonfim e Juazeiro, localizados no norte do estado.

A queda de energia que atingiu os estados da Bahia, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Ceará, Sergipe, Piauí e Rio Grande do Norte ocorreu devido a uma falha em um circuito eletrônico da subestação Luiz Gonzaga, no município de Jatobá, em Pernambuco. A informação foi confirmada pelo diretor de operações da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), Mozart Bandeira Arnaud.

“Houve uma falha em um componente eletrônico já identificado pelos técnicos e que faz parte do sistema de proteção da subestação. Sem ordem, esse componente transmitiu uma mensagem para desligar toda a instalação. Com o sistema desequilibrado, os impactos foram sentidos em usinas como Paulo Afonso e Xingó. As únicas que não foram afetadas são as de Sobradinho e Boa Esperança”, afirmou.

De acordo com o diretor, a energia já foi restabelecida em todos os estados atingidos e os trabalhos começaram desde o momento em que a falha foi verificada, às 23h20. Ele ainda informou que, seguindo uma determinação da operado nacional, um relatório será realizado para investigar como o problema aconteceu e encontrar uma maneira de evitar novas interrupções no fornecimento de energia elétrica.




Apagão deixou Salvador às escuras; alguns bairros utilizaram geradores



 


Senador Walter Pinheiro (PT-BA) contestou as declações do Diretor da Chesf:


 


“Contesto e lamento a explicação de que uma falha num equipamento tenha produzido todo o apagão. Ora, um técnico do porte de Mozart sabe que falhas, defeitos e até acidentes vão ocorrer sempre”, disse o senador, para quem a pior falha está na ausência de planos de contingência e sistemas alternativos para continuidade de serviços. E completa: “Esta foi a causa do apagão, pois, além da queda em uma usina, como efeito dominó, houve quedas em outras unidades, quando deveria ocorrer o contrário. O sistema atingido deveria ter sido isolado e sua ‘base’ de cobertura deslocada para atendimento e manutenção dos serviços por outras usinas. Era melhor assumir esta falha, para corrigir, do que colocar a culpa em uma ‘peça’ que todos sabem que um dia vai falhar”, condenou.



Pinheiro ainda questionou como sistemas tão sofisticados, no caso Oi e agora apagão, e cada vez mais recheados de inovação e avanços tecnológicos, “podem continuar pecando no quesito, antigo, ‘rotas alternativas’ com remanejamento automático”. No seu twitter, postou: “Apagão: Problema em 1 Usina e o debate: Rota alternativa X impacto no Sistema. Atenção! Falhas, desgastes e acidentes sempre vão ocorrer”.


 

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