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Em meio a um clima de grandes expectativas, envolvendo possíveis insatisfações de aliados, o governador Jaques Wagner (PT) pode anunciar hoje, conforme prometido, ou até segunda, os nomes dos titulares que irão ocupar as outras nove secretarias e a Procuradoria Geral do Estado. Nos bastidores, consta que o desafio do gestor petista tem sido o de conciliar os espaços com a reivindicação dos partidos, sobretudo o PP e o PDT, mais “vorazes” na conquista por pastas no governo.


Vários nomes seguem no rol de apostas para comandar as pastas do novo quadriênio. Nessa divisão, a tendência é de que o PT conquiste duas secretarias, o PP três, e as outras sejam repartidas entre o PDT, os demais aliados e à cota pessoal do governador.


Ontem, o dia foi de muitas conversas entre o chefe do executivo, o secretário de Relações Institucionais, Cezar Lisboa, e líderes partidários na Governadoria.


Em reunião com o articulador da reforma administrativa, o presidente do PDT, Alexandre Brust, entregou formalmente a proposta do partido de obter duas pastas no secretariado. “Tivemos uma conversa produtiva onde apresentei o nosso pedido. Agora é só aguardar, pois a bola está com o técnico da seleção”, brincou Brust.


Entretanto, segundo ele, seu apoio a Wagner não está condicionado ao tamanho das conquistas no governo. “Nada tem a ver com a quantidade de secretarias que o PDT ocupe, nesse novo mandato”, frisou. Insatisfeito com a oferta do governo, o PDT chegou a disponibilizar, esta semana, os cargos que possui na gestão. O partido ocupa atualmente a Secretaria de Ciência e Tecnologia (Secti) e no segundo escalão a CBPM, a Agerba e a CAR.


Neste mandato, a legenda pleiteia, além da Secti, outra secretaria com maior capilaridade no interior do estado. Entre os integrantes da legenda, lideram na cotação para comandar uma pasta, o ex-deputado e ex-secretário de Infraestrutura e Transportes da prefeitura, Nestor Duarte.


No PP, o clima também é de expectativa pela permanência ou ampliação do poder no executivo, já que o vice-governador Otto Alencar, que integra a sigla, foi indicado pessoalmente pelo governador e não pelo partido para ocupar a pasta de Infraestrutura.


Além de ocupar a Infraestrutura, os progressistas tendem a comandar as pastas de Agricultura, Integração Regional e dos Portos. A reportagem tentou por várias vezes ontem conversar com lideranças do partido, mas foi informada de que os executivos da sigla estavam em reunião.


O PT já teria acordado com Wagner as secretarias de Desenvolvimento e Combate à Pobreza (Sedes) e Promoção da Igualdade (Sepromi). “Está nas mãos do governador. Quem vai definir é ele. Não podemos adiantar nada”, disse o dirigente estadual do PT, Jonas Paulo, ao se referir aos nomes que podem compor os cargos.


Rumores indicam que houve uma disputa interna na decisão sobre quais nomes indicar para a Sedes. Já foram cogitados os deputados petistas Paulo Rangel, Yulo Oiticica, Neuza Cadore e o ex-prefeito de Vitória da Conquista, José Raimundo.


A Secretaria de Justiça e Direitos Humanos é uma das principais incógnitas da nova gestão. Vários nomes já foram cogitados, entre eles o da conselheira federal da OAB, Sílvia Cerqueira, e do jurista, escritor e procurador da República Augusto Aras, que acaba de deixar seu posto no CADE, em Brasília. Nessa área, cogita-se uma indicação pessoal do governador ou de algum outro partido, a exemplo do PRB.


 


 

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