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O preconceito regional contra os baianos que moram nas regiões sul e sudeste não é nenhum fato novo, mas a projeção dessa mácula da sociedade brasileira nas redes sociais deixa explicito que o problema ainda perdura e se propaga pelas gerações. Há ao menos oito comunidades com teor de discriminação direcionada a baianos (ver exemplos: I,II, III, IV e V).


 


As mais populares são a “Projeto volta pra Bahia”, com 2.359 membros, e “Eu vejo Baianos o_o”, com 1.981. Esta última é de moradores do município de Araucária, no Paraná, onde há uma usina da Petrobrás em que boa parte dos trabalhadores vieram da Bahia. Lá, os seguidores se dedicam a fazer piadas contra forasteiros da cidade.


 


“Roubaram uma menina aqui perto de casa, com capuz e uniforme da Petrobrás”, disse um rapaz de prenome Daniel, ao insinuar a ação criminosa de baianos. A paranaense Carin Graf afirmou: “Não sou muito fã de inverno…mais só Deus sabe o quanto eu queria uma semana de temperaturas negativas pra matar tudo essa baianada ou expulsa-los pra terra deles…!!”.


 


Indagado sobre qual seria o fim dos baianos após a obra realizada na Usina, um dos membros da comunidade, de prenome Carlos, disse: “vamos fazer asfalto. Só jogar eles no chão e passar o rolo compressor. Ainda por cima é ecológico”, debochou. De acordo com juristas consultados pelo BN, a discriminação regional não está enquadrada como um crime na Constituição, mas os autores das injúrias nas redes sociais podem ser processados por difamação.

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