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Apesar de o governador Jaques Wagner (PT) permanecer em processo de conversação com os partidos para uma definição criteriosa do secretariado executivo, fortes apostas surgem a cada dia, na especulação de nomes para a gestão do novo quadriênio.
 
Nos bastidores foi confirmado ontem o nome do deputado federal Zezéu Ribeiro (PT) como novo secretário de Planejamento do governo. A discussão sobre a indicação de Zezéu Ribeiro teria sido iniciada esta semana, depois de conversas da tendência Construindo um Novo Brasil com o articulador político do governador, César Lisboa, titular da Secretaria Estadual de Relações Institucionais. O nome do parlamentar contaria ainda com o aval da bancada federal petista.
 
Além dele, já podem estar com espaços sacramentados na reforma do governo, o vice-governador Otto Alencar (PP) no comando da Secretaria de Infraestrutura e o deputado estadual Paulo Rangel (PT) na Secretaria de Combate à Pobreza (Sedes), anteriormente ocupada por outro petista, o deputado federal Walmir Assunção.
 
Com base nisso, especula-se que o PT deve emplacar quatro pastas: Desenvolvimento Urbano, Combate à Pobreza, Promoção da Igualdade e Cultura, atualmente ocupada pelo produtor teatral Márcio Meireles.  Estavam no páreo o ex-ministro Juca Ferreira e o comunista Javier Alfaya.


Segundo interlocutores do governo, a ocupação da Seplag, hoje comandada por Alberto Valença, um indicado do senador eleito Walter Pinheiro (PT), seria uma alternativa à indicação do deputado federal Nelson Pelegrino (PT) para a Secretaria de Desenvolvimento Urbano, que comanda, entre outras empresas, a Conder, com atuação fortíssima em municípios como Salvador.


O nome de Pelegrino teria sido vetado – não se sabe se pelo partido ou pelo governador. Vale ressaltar que na primeira gestão, o petista ocupou a Secretaria de Justiça, uma das passíveis também de mudanças.  A possibilidade de Zezéu assumir a Seplag deve trazer de volta à cena da Câmara dos Deputados, na vaga de segundo suplente, o deputado federal Sérgio Carneiro, que não se reelegeu.
 
O primeiro suplente já garantido na Câmara dos Deputados é Emiliano José, assumirá no lugar de Afonso Florence, indicado ministro do Desenvolvimento Agrário do governo Dilma Rousseff pela tendência de Walter Pinheiro.


Contudo, uma coisa é certa, entre as conclusões dos encontros com Cezar Lisboa,  segundo interlocutores, o que certamente surpreendeu o clã petista foi que o governador Jaques Wagner, diferentemente do que fez na montagem do primeiro governo, não vai mais discutir as indicações com a legenda a partir de suas várias tendências. “Agora, o governo oferece o espaço ao partido, que se resolve sozinho, discutindo internamente, e promove as indicações”, disse uma fonte governista.


Wagner não cederá a pressões


Entretanto, apesar da forte expectativa, a cada dia, sobre a possibilidade de anúncio dos nomes, a assessoria do governo disse que Wagner não vai se “motivar pela pressão”. Haveria uma necessidade particular do governador em passar um “pente-fino” em todas as pendências e isso deve acontecer até o próximo fim de semana, com uma nova rodada de conversas com os partidos. 


Conforme a assessoria, Wagner persegue o objetivo de formar “uma equipe que não apenas garanta governabilidade, mas que resolva problemas não solucionados na primeira gestão”. Mesmo diante da iminência de mudanças, nos bastidores não foram cogitadas alterações nas pastas de Educação (Oswaldo Barreto), Saúde (Jorge Solla), Segurança Pública (César Nunes) e Casa Civil (Eva Chiavon). 

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