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Por Jânio Soares (Janinho) – Sceretário Municipal de Turismo, Cultura e Esporte


Quando minha mãe e minha tia mudaram-se da casa onde moraram por mais de 35 anos, passaram um bom tempo, como se diz por aqui, ariadas com as novas rotinas. Durante dias suas pernas teimavam em percorrer antigos caminhos, suas mãos viviam suspensas no ar em busca de maçanetas imaginárias, enfim, demoraram até encontrar o rumo. Foi aí que comecei a pensar na situação inversa, em como fica a casa vazia, porque acredito que os cômodos também sentem a ausência dos personagens que durante anos lhes deram movimento e vida.


No meu enredo os imagino na calada da noite recordando fatos, a exemplo do quarto falando do menino que brincou em seus ladrilhos, depois cresceu cheio de medos e sonhos, colou o pôster do Bahia de Baiaco em suas paredes – e fotos de Rose Di Primo ao alcance da mão -, escreveu longas cartas de amor ao som dos Beatles na vitrola, até que, numa certa manhã de setembro, colocou a sacola nas costas, beijou seu povo e se mandou pelas longas e sinuosas estradas.


Esta introdução, aparentemente sem muito a ver com o título deste artigo, é apenas para dizer que o gabinete 210 da Assembleia Legislativa da Bahia deve estar triste. É que a partir de 2011 ele não mais terá em suas dependências a presença do deputado – e meu amigo – Luiz de Deus, que durante 16 anos o transformou num ambiente de sensatez e caráter.


Dono de um fino humor destilado em doses exatas, ele, mesmo sendo do DEM, sempre esteve à esquerda de muitos desses pseudo-gauches que pregam seriedade sob a luz dos holofotes, mas se chafurdam nas viscosidades dispostas nas brenhas do poder.


(Aliás, esse comportamento atípico lhe rendeu, além de olhares enviesados de velhos caciques baianos, respeito e admiração entre políticos de várias tendências).


Pena que por somente 269 votos a Câmara Federal perdeu a chance de ter em suas cadeiras uma dessas figuras que engrandecem qualquer parlamento. Menos pelos acalorados discursos ao vento; mais pela capacidade de manter viva uma linhagem de políticos que os gabinetes brasilienses não conhecem mais.


Jornal Atarde


Em tempo, segundo informações de sua assessoria, o  primeiro suplente de Deputado Federal pelo partido Democratas, Luiz Barbosa de Deus, foi diplomado no dia 16.12. O Deputado participou da eleição ao posto de Deputado Federal, ficando na primeira suplência da sua coligação (Democratas). Para a assessoria, “a chance do Parlamentar assumir o mandato é muito grande, devido a que, dos setes (7) Deputados eleitos pelo coligação, existem chances de, pelo menos, dois participarem de eleições municipais”.


 


 

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