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O salário mínimo de 2011 será de R$ 540, apesar da pressão das centrais sindicais por R$ 580. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já assinou uma medida provisória (MP) que entrará em vigor a partir deste sábado, 1º, segundo anunciou nesta quinta-feira, 30, o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Ela deve ser publicada nesta sexta, 31, no Diário Oficial.


Evitar que o valor seja elevado no Congresso Nacional será a primeira batalha da presidente eleita, Dilma Rousseff, no Legislativo. Embora os partidos da base governista tenham maioria, as discussões ocorrerão num clima de tensão pela disputa de espaço entre o PT e seu principal aliado, o PMDB.


O presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, deputado eleito pelo PDT de São Paulo, já anunciou que fará uma emenda à MP, elevando o valor para
R$ 580.  Vai também propor o reajuste das aposentadorias acima do mínimo em 10%. “Lamento essa decisão do presidente Lula. Ele negociou durante todos os anos de seu governo e, no último, esqueceu de negociar. Perdeu a sensibilidade”, comentou.

O presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah, informou que as centrais têm três representantes no Congresso. Além de Paulinho, estarão lá o deputado Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho, eleito pelo PT de São Paulo e ligado à Central Única dos Trabalhadores (CUT), e Roberto Santiago (PV-SP), vice-presidente da UGT. “É um tripé que funciona sintonizado”, disse Patah. “Eles são nossos instrumentos”, acrescentou ele.


Partiu de Dilma a orientação para a equipe econômica não negociar nenhum valor acima dos R$ 540 propostos pelo governo. Ela quer priorizar investimentos, por isso não pode permitir o crescimento de outros grupos de despesa. A determinação em conter esse gasto é vista pelos analistas de mercado como  sinal de que ela vai, de fato, ajustar as contas públicas.

“Com R$ 540 de salário mínimo, nós não teremos uma pressão tão grande na Previdência. Então esse é um primeiro dado positivo fiscal para o ano de 2011”, frisou Mantega. Porém o próprio Lula deixou a porta aberta para a sucessora conceder algum aumento extra ao piso salarial. Na segunda-feira, ele já havia adiantado que assinaria a MP fixando o valor em
R$ 540. “Se houver alguma mudança, Dilma é que fará em janeiro”, acrescentou.

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