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Abertas ontem as comemorações do ano do cinquentenário de inauguração da energia de Paulo Afonso no Ceará, ocorrida em 28 de dezembro de 1961, com festa realizada na Praça do Socorro, em Juazeiro do Norte. O primeiro poste foi fincado na entrada de Juazeiro, onde está sendo construído um supermercado. Crato, Juazeiro e Barbalha foram às primeiras cidades do Ceará a receberam energia da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf), que construiu sua subestação no Bairro São Miguel.

Quando foi criada a Chesf, em outubro de 1945, sua área de concessão abrangia um círculo de 450km de raio a partir da usina a ser construída em Paulo Afonso. Incluía, portanto, Salvador, Aracaju, Maceió, Recife e João Pessoa. Excluía Fortaleza e grande parte do Ceará.

A chegada a Fortaleza só aconteceu em 1964. O ex-diretor da Coelce, Cláudio Nogueira, lembra que, na época, este foi um feito extraordinário dos técnicos da Chesf, uma realização importante da engenharia elétrica brasileira e uma conquista inesquecível para a população do Ceará.

No Cariri, para distribuição da energia fornecida pela Chesf, foi criada a Companhia de Eletricidade do Cariri (Celca), empresa de economia mista, subsidiária da Sudene, mas com a participação acionária da própria Chesf, Prefeituras Municipais da região e, em escala bem menor, de particulares.

Antes da chegada da energia ao Ceará, os Municípios do interior cearense eram iluminados pelas próprias Prefeituras a partir de pequenos e precários grupos geradores, dentro de horários restritos, geralmente das 18 às 20 horas. O Crato era uma exceção. A cidade contava com uma hidrelétrica, movida com águas da nascente Batateira, com uma vazão de quase um milhão de litros por hora.

“Depois da chegada da energia ao Cariri, a hidrelétrica do Crato continuou funcionando, abastecendo os sítios Belmonte, Guaribas e Lameiro”, lembra Jesus José Sá, único funcionário remanescente da hidrelétrica do Crato. Com 91 anos de idade, Jesus voltou ontem à nascente para rever o imóvel onde funcionaram as turbinas. Ao rever a água que sobrou da nascente, o velho funcionário da Prefeitura lamentou o desvio da água para outras finalidades.

Uma das ideias do grupo que está à frente da programação de comemorações do cinquentenário é a restauração da hidrelétrica da nascente. O prefeito do Crato, Samuel Araripe, prometeu todo apoio na concretização do projeto que tem como objetivo de transformar o local onde ainda estão instaladas as turbinas, num museu. A comissão organizadora da programação pretende homenagear o então prefeito Alexandre Arraes, que instalou a Usina de Energia Elétrica no ano de 1939.

Sistema de distribuição

Samuel Araripe tem um motivo sentimental para defender o projeto. Seu pai, Ossian de Alencar Araripe, quando prefeito do Crato, comprou uma segunda turbina para complementar o sistema de distribuição de energia elétrica. O projeto conta com o entusiasmo do engenheiro cratense Mário Teles, que foi funcionário da Chesf. Mário está mantendo contatos com órgãos federais, tentando obter recursos para restauração.

As comemorações do cinquentenário são coordenadas pelo Rotary Club do Crato, onde nasceu a ideia de trazer a energia de Paulo Afonso para o Cariri. No próximo dia 13, será realizada uma plenária para definir a programação.

O memorialista Huberto Cabral recorda que a proposta de eletrificação do Cariri começou a tomar corpo em 1949, quando o advogado e rotariano Jeferson Albuquerque de Souza convidou o ex-prefeito do Crato José Colombo de Souza para proferir palestra na plenária do Rotary, sobre a eletrificação do Nordeste. Na mesma ocasião, foi lançado o Comitê Pró-Eletrificação do Cariri, formado por representantes das cidades do Crato, Juazeiro e Barbalha.

Autonomia

1 mi de litros de água por hora era a vazão da primeira hidrelétrica do Crato, movida pela nascente Batateira. O Município era uma exceção no Estado, com autonomia na eletrificação.

Mais Informações

Rotary Clube
Rua Rotary, 100, Bairro Granjeiro
Município do Crato – Cariri
Telefones: (88) 3521.0763/ 3523.2446

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