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Por Pedro da “Caixa”


 


O mais novo escândalo sexual em Alagoas ganhou as páginas dos jornais nacionais. Depois da CPI da Pedofilia – e buscando num passado não tão distante, os escândalo sexuais envolvendo autoridades na cidade de Porto Calvo – os jornais se debruçam sobre as investigações do “leilão da virgindade” em um bar na cidade de União dos Palmares.


 


Por mais uma vez, surge a informação de uma suposta rede criminosa de autoridades – juízes, políticos, fazendeiros e empresários – envolvidas com casos de pedofilia. Por enquanto, a corda só arrebentou do lado do mais fraco. No início das descobertas – por meio de uma denúncia em um site local (Tribuna União) – os responsáveis pelas investigações se pronunciavam, inclusive, timidamente.


No caso de Porto Calvo, não há punidos. Aliás, apenas a corajosa e competente juíza Nirvana Melo acabou sendo punida por denunciar a “máfia da pedofilia”. A magistrada passou a correr risco de morte por ressaltar o envolvimento de promotor, comerciantes, prefeito e até um pároco que foi denunciado no final dos anos 90 por participarem de festas com garotas menores de idade que eram forçadas a manterem relações sexuais com os acusados. Quantos destes foram presos?! Nenhum.


Os crimes contra crianças – ainda mais se tratando destes abusos – é de enojar; é repugnante. Estes doentes-criminosos – sinônimos do que há de mais podre na sociedade – deveriam mofar na cadeia, mas – infelizmente – contam com o manto da impunidade e com a proteção oriunda dos cargos e da “rede social” que os protegem. Afinal, muitas vezes, trata-se de amigos no banco dos réus.


E as meninas?! E as crianças?! Quem são elas?! Para estes criminosos, elas não são ninguém. São pedaços de carne a serem expostos, como em um açougue. Vítimas – muitas vezes! – da miséria, filhas da pobreza, são o prato principal de um banquete escatológico para os que – ao fim da festa! – pousam de bons moços, com sorrisos alargados e – por diversas ocasiões – expostos em colunas sociais, em igrejas, em eventos importantes.


Será que o caso de União dos Palmares terá o mesmo destino do de Porto Calvo?! Prende-se a dona do bar! No mais, os que ficam soltos, livres, seguem tranquilamente sua rota itinerante. Afinal, mudam a festa de lugar. Os mesmos nomes, em outro bar, em outro município, em outro “açougue humano”, com os requintes de crueldade, vilania, imundicie e podridão que se esconde por trás de ternos e gravatas; risos cínicos. Depois do prato principal, eles palitam os dentes zombando da sociedade e dando tapinhas nas costas do sistema que lhes garante a impunidade.


Diante de um esquema destes que foi denunciado, o que deve ser cobrado é que cada um destes doentes-criminosos seja posto atrás das grades, juntamente com os aliciadores e com outros que – por ventura – venham a ter culpa, seja direta ou indiretamente. Que as investigações sejam céleres e objetivas para que não se repita Porto Calvo, onde só a corajosa juíza e as vítimas foram punidas. A primeira com os riscos que correu.


As demais com as lembranças que devem trazer até hoje, que alteraram suas rotas, que sepultaram esperanças com marcas profundas que só as vítimas de violência sexual sabem o que é! Naquele caso, os culpados podem até estar – neste exato momento! – em novas festas, quiçá não seja inclusive esta mesma denunciada recentemente. Vá saber! Afinal, estes seres desprezíveis agem em bando! São abutres, que estão a solta por aí. O que preocupa?! Sabe-se lá para onde o voo da impunidade pode apontar…


Fonte: WWW.alagoas24horas.com.br Blog do Vilar.


Oferecimento: Pedro Gomes dos Santos (Pedro da Caixa) – Professor, Bacharel em Direito, Pós-Graduado em Direito Penal.

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