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CHESF: “Dos Males, o Pior!”


 


Fundamentada na essência do Estado de promover o bem comum, a Chesf, usufruindo das caudalosas cachoeiras do “Velho Chico”, alavancou a economia nordestina com recursos humanos e fluviais nas terras de Paulo Afonso. No “boom” das obras, em plena Ditadura Militar, a saúde, a educação, a tecnologia e o lazer de seus funcionários ou não, eram vistos por sua administração visionária, que não previu o desemprego após as obras, como investimentos no fator social para demanda futura de intelectuais e tecnocratas, que a própria empresa e a economia absorveriam mais tarde.


 


O Ginásio Paulo Afonso, o Alves de Souza, o Adozindo, o Murilo Braga, a Escola Parque e a polivalente “professora” Escolinha, eram referências de um aprendizado didático e tecnológico que dignificava a Educação Pública de então,  mantido pela Companhia Hidrelétrica do São Frrancisco, sem custo oneroso aos cofres da estatal, haja vista a matéria -prima de sua produção ser ofertada por Deus, a água. 


 


A Saúde, amparada no complexo medicinal do Nair Alves de Souza, estendia-se para pessoas de Pernambuco, Sergipe, Alagoas e Bahia com atendimento renomado, que suplantava os emergentes planos privados. O alto custo de manutenção do


 maior e melhor hospital da região, e outras ações sociais de então, não afetavam, sensivelmente, os proventos ativos da hidrelétrica que tinha no Esporte, também, sua participação ativa e pecuniária, e o futebol-arte era o campeão dos campeões regionais.


 



Com o advento da Democracia e os efeitos da globalização, que já sinalizavam privatização para o setor elétrico nas idéias dos governantes liberais, a Chesf, entrou em processo de sucateamento gradativo e a Saúde, a Educação e o Social foram alijados rapidamente do orçamento da estatal. As escolas foram fechadas e outras delegadas, o hospital sucateado e o futebol-arte escafedeu-se.


 


Com nomeações políticas de administradores “vitalícios”, incompetentes e subservientes ao longo do tempo, seus “latifúndios” urbanos tornaram-se depósitos de lixo e moradia de favelados que trágicamente vivem com sede e às escuras, embaixo das redes elétricas.


 


O descaso acintoso é mensurado nas ruínas de seus monumentos postais que perecem e afastam os turistas, e no abandono do seu tecido social aposentado, que desfia vagarosamente jogando dominó na “mangueira”, carente de políticas públicas e alternativas para viver melhor na terceira idade.


 


A inoperância, o descaso, a mesmice e o abuso da paciência de todos, da “vitalícia” administração chesfiana em Paulo Afonso, reforçam as conjecturas das” vozes roucas das ruas” de que a Chesf, para Paulo Afonso, é o pior dos males, segundo, “relata refero”, o que se fala.


 


Infelizmente, como diz o ditado: “árvore velha é difícil de arrancar”. Mas, às vezes, machado pequeno também a derruba!!!


 


 

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