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BRASÍLIA – Em reuniões na Granja do Torto , nesta segunda-feira, a presidente eleita, Dilma Rousseff, fechou mais dois ministros partidários: o senador Alfredo Nascimento (PR-AM) para os Transportes e o ex-líder do PP deputado Mário Negromonte (BA) para o Ministério das Cidades. Com a definição de Nascimento, Dilma teve que arrumar um lugar na Esplanada para o senador eleito Eduardo Braga (PMDB-AM). Os dois amazonenses são desafetos políticos e Braga havia vetado o retorno de seu opositor para o governo, com ameaça de ir para a oposição. Foi oferecido a Eduardo Braga o Ministério da Previdência. A proposta não entusiasmou muito, mas é o que tem a oferecer, disse Dilma.


A presidente eleita começou o dia recebendo na Granja os futuros ministros Antonio Palocci (Casa Civil) e Gilberto Carvalho (Secretaria-geral da Presidência), além do presidente do PT, José Eduardo Dutra. Nesta terça-feira Dilma conversa com Alfredo Nascimento e ainda esta semana com Negromonte.


Já a indicação de Negromonte foi consensual no PP e ele até contou com o apoio do governador Jaques Wagner (PT-BA), que se empenhou pessoalmente para garantir a vaga do deputado baiano. A princípio, setores do PP insistiam na manutenção do atual ministro Márcio Fortes de Almeida, que conta com a simpatia da presidente eleita. Mas ele não conta com o apoio da bancada na Câmara, que sempre reclamou da falta de atenção do ministro – os deputados do PP alegam que sequer conseguem audiências com Fortes.


No PMDB, os nomes já definidos são do senador Edison Lobão (MA) para o Ministério de Minas e Energia e a permanência no cargo do ministro da Agricultura, Wagner Rossi (SP). O fato de o o filho de Edison Lobão aparecer na investigação sobre fraudes na Refinaria de Manguinhos não alterou os planos do PMDB nem da presidente eleita. Ele continua firme no Ministério.


Nesta segunda-feira a cúpula do partido se reuniu na residência do vice-presidente eleito, deputado Michel Temer (PMDB-SP), para mudar a estratégia para tentar conseguir cinco ministérios, e não quatro, como insiste Dilma.


Agora, os peemedebistas tentam unificar o discurso para recuperar o Ministério da Saúde, depois que Dilma ficou contrariada com o anúncio frustrado de Sérgio Côrtes para o Ministério da Saúde . Tanto que nesta segunda-feira o vice-governador Luiz Fernando Pezão (PMDB-RJ), participou da reunião na casa de Temer. Ele representou o governador Sérgio Cabral (PMDB-RJ).


A insatisfação no PMDB é enorme. O partido considerou ofensivo a proposta de nomear o ex-governador Moreira Franco (PMDB-RJ) para a esvaziada Secretaria de Assuntos Estratégicos. O ex-titular da SAE Mangabeira Unger, agora filiado ao PMDB, também esteve nesta segunda-feira à tarde com Dilma. Pela manhã, ele esteve na Granja do Torto, mas não foi recebido. Voltou à tarde.


Na reunião desta segunda-feira, também houve resistência em relação as compensações recebidas pelo PMDB, depois que o partido perdeu os ministérios da Integração Nacional e de Comunicações. Os peemedebistas estão contrariados também com o oferecimento do ministério do Turismo.


Diante dessa falta de acordo com Dilma, cresce no PMDB o grupo dos que defendem aceitar imediatamente o que for oferecido ao partido, para evitar um desgaste ainda maior da legenda. Mas, deixando claro que isso terá graves sequelas para a governabilidade do mandato de Dilma no Congresso.


Outro problema surgiu com o PSB. O partido gostaria de ficar com os Ministérios da Integração Nacional e do Turismo. Mas não gostou de saber que o Turismo já foi oferecido para os peemedebistas. Com isso, há um debate interno pelo espaço dos socialistas no governo Dilma. Já o PCdoB mandou recado para formalizar a manutenção no cargo do ministro dos Esportes, Orlando Silva.

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