23 de abril de 2026

Mistério ronda a morte de aposentado em Delmiro Gouveia

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Corpo de Paulo Gilberto Vieira foi encontrado enterrado no quintal de sua própria casa, onde morava sozinho há cinco anos 


 


A sombra da morte encobre Delmiro Gouveia em um mistério sinistro. Os moradores do município, situado a 294 quilômetros de Maceió, têm calafrios com o que aconteceu na casa de número 539, da Rua Ulisses Luna, no Bairro Novo. Lá jazia o corpo do evangélico aposentado Paulo Gilberto Feitosa Vieira, de 51 anos, enterrado no quintal, numa cova coberta por cimento, com telhas empilhadas em cima para disfarçar a obra macabra.



Conhecido por todos como “irmão” Paulo, o único morador do domicílio estava desaparecido desde o dia 29 de julho. O corpo só foi descoberto na noite da última terça-feira, dia 10 de agosto. Neste período de quase duas semanas, aconteceu uma sucessão de fatos esquisitos que revelam o caráter inescrupuloso das pessoas que enganaram o evangélico, frequentaram a casa dele, mataram-no e esconderam o cadáver.

Tudo foi roubado da pequena residência



Testemunhas reconheceram o homem visto várias vezes dentro da residência, no período em que Paulo estava desaparecido. O principal suspeito do caso foi identificado como Mário, que trabalhou como encarregado de obras da Secretaria Municipal de Infraestrutura durante dois anos, fazia bicos como marceneiro e não foi mais encontrado na cidade desde que o crime veio à tona.



O diretor do Departamento de Obras, Elias Guilherme de Lima, disse que já foi procurado pela polícia e confirmou que Mário trabalhou na prefeitura, mas não era pedreiro. “Ele pediu demissão há mais ou menos dois meses e disse que ia trabalhar em outra cidade. Era um homem sofredor, trabalhador. Fiquei muito surpreso com a notícia, não podia imaginar. Morou um tempo na Vila 25, mas estava atualmente na casa dos pais”, disse Elias.

Crime é desafio para delegado recém-chegado



O que levou os fiéis da igreja a suspeitar que o corpo estaria enterrado dentro da casa do evangélico? O delegado regional de Delmiro Gouveia, Guilherme Sillero, considera esta uma das primeiras perguntas a responder para começar a desvendar o caso do “irmão” Paulo. Recém-chegado à cidade, o delegado assumiu o posto há uma semana, já com essa missão para cumprir.



O investigador é sucinto, discreto. Sabe que não pode falar muito para não atrapalhar o início das investigações. Recebe bem a reportagem, dá entrevista, mas declina de responder várias questões postas. Pronuncia-se apenas sobre o relato do crime, de fatos constatados.

Suspeito foi visto na véspera do crime



O principal suspeito do crime ainda foi visto na casa, um dia antes da descoberta do corpo. O laudo da perícia do Instituto Médico Legal (IML) de Arapiraca não foi divulgado, mas informações preliminares apontam que Paulo Gilberto sofreu duas pancadas fortes na cabeça e tinha marcas de enforcamento no pescoço. A intenção dos assassinos de lucrar com a morte fica mais clara com a notícia da venda do imóvel e a colocação de placas de anúncio.



Uma delas ainda estava lá, caída no chão “Vende-se uma geladeira usada”. Colegas da igreja e vizinhos afirmam que outra foi colocada no muro com os dizeres “Estou viajando”. A frieza para retirar tudo o que havia dentro da residência também foi reforçada pela certeza de que o crime era perfeito, de que ninguém descobriria e, quem sabe, com os documentos do falecido, usufruir do benefício mensal e até lucrar com a venda do imóvel.


 

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