A candidata à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma Roussef desconversou ao ser questionada sobre sua preferência para o governo do Estado durante convenção do PT neste domingo, 27, no Centro de Convenções. Dilma disse que sua candidatura faz parte de uma coligação do PT e PMDB e que seu grupo político tentou lançar uma candidatura única na Bahia, mas que não deu certo.
“Meu partido (PT) é do governador Jaques Wagner, o do meu vice (Michel Temer) é de Geddel (Vieira Lima, candidato ao governo). Como não voto aqui, não preciso dizer em quem votaria”, desconversou Dilma, sem dizer para quem vai pedir voto.
O governador Jaques Wagner, que lançou oficialmente sua candidatura neste domingo, justificou a posição de Dilma. “Dilma não tá aqui para pedir voto para ninguém, e sim, para apoiar a convenção. O PT e o PMDB que vão pedir voto para ela”, explicou, para logo depois dizer que o projeto dele “é o que tem mais identidade com o presidente Lula, e que a sociedade baiana vai perceber isso”.
O mesmo discurso foi defendido por Walter Pinheiro, candidato ao senado ao lado de Lídice da Mata.
HINO AO 2 DE JULHO ENCERRA CONVENÇÃO DO PT
O Hino ao 2 de Julho, que celebra a independência da Bahia das tropas portuguesas, foi o tema do encerramento da conferência estadual do PT realizada neste domingo (27), no Centro de Convenções, em Salvador. A música emocionou boa parte dos militantes que se amontoavam no salão Oxalá, para representar os sete partidos que lançaram suas candidaturas no evento. De acordo com a organização, apesar dos festejos de São João, cerca de 7 mil pessoas compareceram à cerimônia.
DILMA BOA DE COLETIVA E DISCURSO SONOLENTO
Novamente, a candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, não mostrou ter muita afinidade com o palanque. Com excelente desempenho na coletiva de imprensa, em que respondeu a todos os questionamentos e se esquivou com sabedoria das perguntas mais embaraçosas, o seu desempenho diante dos militantes novamente não empolgou. Até parte dos repórteres dispersou durante a sua fala. Ela arrancou aplausos em poucos momentos, como quando citou o número emblemático na geração de empregos: 13-013-13-1 (13.013.131), ou falou que os governos anteriores “condenaram o país a ficar de joelhos para o FMI, sem emprego e sem desenvolvimento social”. No mais, a retórica da petista demonstra a sua bagagem cultural e o domínio sobre questões técnicas, mas como soa uníssono, sem muitas variações enfáticas,não retém a atenção do público.
‘ANTES ELEITOR ERA APENAS TÍTULO’, DIZ WAGNER
O governador Jaques Wagner, agora homologado candidato à reeleição, voltou a disparar neste domingo (27) contra os adversários que administraram o Estado antes dele durante a convenção estadual do PT. Em seu discurso, ele destacou avanços nos indicadores sociais em sua gestão, como acesso à habitação, educação e abastecimento de água e energia. “Nós vemos com olhos diferentes, que enxergam o coração e a alma de cada um dos baianos. Eles não fizeram antes não foi por falta de dinheiro. Eles não fizeram antes porque a gente era apenas um número no título de eleitor”, torpedeou. O petista também exaltou a presidenciável Dilma Rousseff e falou da sua beleza física, quando conclamou os militantes a concordarem que ela estava mais bela, bem como interior da correligionária. “Dilma, você tem a beleza mais importante e fundamental, que é a beleza da alma. O nosso lema é seguir em frente, sem retrocesso”, complementou
JINGLE DE WAGNER TRAZ PEDIDO DE VOTO DE LULA
A convenção estadual do PT começou muito atrasada, por volta das 12h45, com os discursos dos componentes da chapa, o vice Otto Alencar (PP), e os candidatos ao Senado, Walter Pinheiro (PT) e Lídice da Mata (PSB), em sequência. A grande novidade foi o lançamento do jingle da campanha, em que além do refrão clamar pela eleição de Jaques Wagner – chamado de “Galego” na própria música – e Dilma Rousseff, primeira presidente do Brasil, aparece um áudio do presidente Lula a pedir votos e dizer confiar na vitória do petista. O uso da peça publicitária deve causar muita polêmica, uma vez que em 2008, quando PMDB e PT competiam em Salvador, não havia uma declaração tão enfática do líder nacional em prol do próprio partido.





