Na sessão desta terça-feira (08/06), o vereador Daniel Luiz (PSDB), mais uma vez, direcionou o seu discurso ao presidente da câmara Antônio Alexandre (DEM). Os dois têm travado intensos ataques, tanto na câmara, quanto na imprensa local. Ontem, Daniel disse que se envergonha com a ditadura não institucionalizada impregnada na câmara pelo seu desafeto: Ontem, o vereador tucano disse que o presidente não aplica a ética e a moral em sua administração:
“Estão tratando esta Casa que é do povo, como se a própria casa fosse, mandando, ordenando, impedindo que a democracia aqui seja exercida. Temos, nós da oposição, numa postura de legítima defensora do povo, ao longo de meses, tentado moralizar essa casa. Uma luta travada em defesa do bem comum, da ética e da moral. Mas o que vejo é que nessa Casa a ética e a moral não são palavras aplicáveis pela administração atual. Há várias sessões a oposição vem tentando dar continuidade aos trabalhos de instalação da CPI para investigar possíveis irregularidades praticadas supostamente pelo atual presidente desta Casa.”
Em tom de desabafo, Daniel falou que se envergonha com a ditadura não institucionalizada impregnada na câmara pelo seu desafeto:
“Mas ele tem obstruído nosso trabalho, usando de todos os artifícios para impedir o andamento da CPI. A ética foi esquecida nesta Casa. Ética que por sua vez, é ação. É a maneira de pôr em prática os valores morais. É a forma de traduzir a moral em atos. Mas isso está sendo impedido de acontecer nessa casa. Me envergonha chegar na Câmara para as sessões e saber que a ditadura não institucionalizada está impregnada. Me pergunto então: o que venho fazer nas sessões?? O que resta senão me sentir envergonhado de não poder exercer a minha cidadania? Essa Casa hoje tem uma oposição que tem tentado moralizar a coisa pública, praticar a verdade dos atos, não mentir, ser autêntica. Esses são princípios éticos que, em função da importância e do valor que dou a verdade, insiro-os na minha vida, na minha maneira de agir.”





