BORGES COMPARA WAGNER A PILATOS
O senador César Borges (PR) subiu à tribuna do Senado nesta quarta-feira (26) para comentar a morte do delegado Cleyton Leão Chaves (ver nota). O republicano fez questão de ler, na íntegra, a carta enviada pela Associação dos Delegados de Polícia do Estado da Bahia (ADPEB) (ver nota).
O parlamentar solidarizou-se com a família da vítima e com o povo baiano que, segundo ele, vive com medo da possibilidade de ser submetido ao controle do crime. Ele criticou duramente a postura do governador Jaques Wagner (PT), quando declara que “se soubesse a fórmula para conter a violência seria um “milionário” (ver nota).
De acordo com Borges, esse comportamento demonstra omissão. “Seria como Wagner dizer: ‘Eu não sei como fazer. Lavo as minhas mãos, como fez Pôncio Pilatos”. Já o senador paulista, Romeu Tuma (PTB), em um aparte, disse que a violência já ultrapassou todos os limites e lamentou que “os governantes relevam ao segundo plano os investimentos em segurança”.
O senador ACM Jr. também participou do debate e afirmou que há um inconformismo da população na atual “gestão caótica do Estado”. “A Bahia está virando o ponto principal da violência no Brasil”, sentenciou.
TADEU QUER POLÍTICA INTEGRADA DE SEGURANÇA
Representante dos policiais na Assembleia Legislativa, o deputado estadual Capitão Tadeu (PSB) defendeu a criação de uma política de segurança pública para combater a violência que atinge o estado. Ele ficou indignado com o atentado contra o delegado Cleyton Leão e ressaltou a urgência de ser implementada uma força-tarefa, que divida as grandes cidades baianas em regiões e integre as ações das polícias Civil e Militar, Ministério Público e Justiça.
“Vou continuar a cobrar uma política de segurança pública na Bahia, que nós, infelizmente, não temos. É a partir daí que as coisas acontecem. Atualmente, convivemos com ações continuadas, que prendem um aqui, outro ali, mas não há um modelo, um projeto que modifique o perfil, estabeleça um modus operandi, a formação e as prioridades”, cobrou.
O parlamentar também acredita que tem que haver um planejamento para que as ações de longo prazo sejam efetivas. “O trabalho da Secretaria de Segurança Pública tem que ser integrado com as de Educação, Saúde e Cultura, além das polícias Civil e Militar. Uma escola em um bairro violento poderia ter um papel decisivo. A Secretaria de Cultura poderia dar bons resultados nas comunidades. A gente tem isso?”, questionou.
DEPUTADO ELOGIA WAGNER, MAS CRITICA AÇÕES
Após o crime que chocou o país, alguns políticos endossaram as cobranças à Secretaria de Segurança Pública e pediram até a saída do titular César Nunes. Para o deputado Capitão Tadeu, entretanto, o debate deve ser focado em outra esfera. “Não quero discutir nomes nesse momento. Têm que ser discutidos projetos.
Os nomes só vão gerenciar os projetos. Essa é uma crítica construtiva, não estou sendo leviano. Eu não quero uma Bahia ruim, uma segurança ruim. Critico para corrigir”, salientou. O socialista destacou ainda o trabalho do governador Jaques Wagner de efetivar a contratação de 6,4 mil policiais, mas afirmou que a medida não é suficiente. “É positivo.
Nenhum governador fez isso em quatro anos no Brasil. Demonstra o esforço imenso de Wagner para melhorar a segurança pública. Mas cadê o projeto? É a mesma formação deficiente de décadas.
O treinamento desses policiais tem novo currículo? Tem uma nova formação? Foi repensada a política? Falo isso como técnico que vive há 30 anos lá dentro”, atestou.
MUSTAFA SUPLICA POR COMISSÃO DE SEGURANÇA
O pedido da criação de uma Comissão de Segurança no Poder Legislativo de Salvador será intensificado nos próximos dias, em virtude do crime contra o delegado de Camaçari, Cleyton Leão. O autor da proposta, vereador TC Mustafa (PTdoB), ex-militar que defende também o armamento da Guarda Municipal, lamentou o episódio ocorrido na cidade vizinha, mas acredita que o fato pode sensibilizar a Câmara sobre a necessidade de instalar o colegiado.
“Reforça e muito. Eu estou preocupado com tudo isso. Participei hoje (quarta) do funeral de um policial que morreu na terça, após ser atingido na coxa por tentar salvar um rapaz vítima de uma ‘saidinha bancária’.
Trabalhei 42 anos na Polícia Militar e já vi de tudo, mas a situação atual da segurança pública me deixa muito preocupado. Agora acontece essa coisa estúpida, um crime brutal que me abalou muito. Hoje eu estou de luto. O delegado era um amigo meu”, revelou ao Bahia Notícias.
VIOLÊNCIA: PASSOS TAMBÉM DEFENDE MUDANÇAS
O presidente da Comissão de Direitos Humanos e Segurança Pública �IN: 0cm¹;�� ��
BORGES COMPARA WAGNER A PILATOS
O senador César Borges (PR) subiu à tribuna do Senado nesta quarta-feira (26) para comentar a morte do delegado Cleyton Leão Chaves (ver nota). O republicano fez questão de ler, na íntegra, a carta enviada pela Associação dos Delegados de Polícia do Estado da Bahia (ADPEB) (ver nota).
O parlamentar solidarizou-se com a família da vítima e com o povo baiano que, segundo ele, vive com medo da possibilidade de ser submetido ao controle do crime. Ele criticou duramente a postura do governador Jaques Wagner (PT), quando declara que “se soubesse a fórmula para conter a violência seria um “milionário” (ver nota).
De acordo com Borges, esse comportamento demonstra omissão. “Seria como Wagner dizer: ‘Eu não sei como fazer. Lavo as minhas mãos, como fez Pôncio Pilatos”. Já o senador paulista, Romeu Tuma (PTB), em um aparte, disse que a violência já ultrapassou todos os limites e lamentou que “os governantes relevam ao segundo plano os investimentos em segurança”.
O senador ACM Jr. também participou do debate e afirmou que há um inconformismo da população na atual “gestão caótica do Estado”. “A Bahia está virando o ponto principal da violência no Brasil”, sentenciou.
TADEU QUER POLÍTICA INTEGRADA DE SEGURANÇA
Representante dos policiais na Assembleia Legislativa, o deputado estadual Capitão Tadeu (PSB) defendeu a criação de uma política de segurança pública para combater a violência que atinge o estado. Ele ficou indignado com o atentado contra o delegado Cleyton Leão e ressaltou a urgência de ser implementada uma força-tarefa, que divida as grandes cidades baianas em regiões e integre as ações das polícias Civil e Militar, Ministério Público e Justiça.
“Vou continuar a cobrar uma política de segurança pública na Bahia, que nós, infelizmente, não temos. É a partir daí que as coisas acontecem. Atualmente, convivemos com ações continuadas, que prendem um aqui, outro ali, mas não há um modelo, um projeto que modifique o perfil, estabeleça um modus operandi, a formação e as prioridades”, cobrou.
O parlamentar também acredita que tem que haver um planejamento para que as ações de longo prazo sejam efetivas. “O trabalho da Secretaria de Segurança Pública tem que ser integrado com as de Educação, Saúde e Cultura, além das polícias Civil e Militar. Uma escola em um bairro violento poderia ter um papel decisivo. A Secretaria de Cultura poderia dar bons resultados nas comunidades. A gente tem isso?”, questionou.
DEPUTADO ELOGIA WAGNER, MAS CRITICA AÇÕES
Após o crime que chocou o país, alguns políticos endossaram as cobranças à Secretaria de Segurança Pública e pediram até a saída do titular César Nunes. Para o deputado Capitão Tadeu, entretanto, o debate deve ser focado em outra esfera. “Não quero discutir nomes nesse momento. Têm que ser discutidos projetos.
Os nomes só vão gerenciar os projetos. Essa é uma crítica construtiva, não estou sendo leviano. Eu não quero uma Bahia ruim, uma segurança ruim. Critico para corrigir”, salientou. O socialista destacou ainda o trabalho do governador Jaques Wagner de efetivar a contratação de 6,4 mil policiais, mas afirmou que a medida não é suficiente. “É positivo.
Nenhum governador fez isso em quatro anos no Brasil. Demonstra o esforço imenso de Wagner para melhorar a segurança pública. Mas cadê o projeto? É a mesma formação deficiente de décadas.
O treinamento desses policiais tem novo currículo? Tem uma nova formação? Foi repensada a política? Falo isso como técnico que vive há 30 anos lá dentro”, atestou.
MUSTAFA SUPLICA POR COMISSÃO DE SEGURANÇA
O pedido da criação de uma Comissão de Segurança no Poder Legislativo de Salvador será intensificado nos próximos dias, em virtude do crime contra o delegado de Camaçari, Cleyton Leão. O autor da proposta, vereador TC Mustafa (PTdoB), ex-militar que defende também o armamento da Guarda Municipal, lamentou o episódio ocorrido na cidade vizinha, mas acredita que o fato pode sensibilizar a Câmara sobre a necessidade de instalar o colegiado.
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