Retificada às 17:20
Esta frase tem sido ouvida cada vez com maior freqüência pelas pessoas que são obrigadas utilizar esse serviço público.
A Rodoviária de Paulo Afonso foi construída e “dada por concluída” na gestão do governador Waldir Pires, em 28 de dezembro de 1988, sendo José Ivaldo Ferreira o prefeito de Paulo Afonso. A placa de inauguração, ainda hoje afixada na entrada do Terminal Rodoviário diz que “o governo democrático da Bahia, através o Departamento de Transportes e Terminais – D.T.T. dá por concluído e entregou ao uso público, o Terminal Rodoviário de Paulo Afonso e suas vias de acesso”.
A ressalva “dá por concluído” fazia sentido na época uma vez que ao terem acessos os primeiros ônibus o calçamento não agüentou o seu peso e cedeu obrigando a empresa construtora, de Aracaju, a refazer todo o calcamento.
Nesses trinta anos o Terminal Rodoviário de Paulo Afonso continua sendo uma agressão aos visitantes e à cidade com todo o potencial turístico que possui.
A aparência externa já é desanimadora e dentro a situação é bem pior. Nos últimos dias os sites, rádios e jornais da cidade começaram a denunciar a situação caótica do Terminal Rodoviário.
Um cidadão, no site Paulo Afonso Notícias, denuncia: “Uma cidade muito bonita com um rodoviária caindo os pedaços. É um absurdo você pagar R$0,50 pra utilizar um banheiro sujo … você pagar taxa de embarque pra quê? Pq vc não ver uma rodoviária digna… precisamos de solução!”
Também o radialista e vereador Osildo Alves tem comentado em seu programa Tribuna do Povo da Rádio Betel sobre as condições do Terminal Rodoviário de Paulo Afonso. A área, originalmente reservada para a expansão do Terminal, foi loteada ou invadida há anos e uma cerca de arame farpado toda cortada limita a área da Rodoviária.
E o movimento ali não é pequeno. Diariamente saem 8 ônibus da Empresa Regional, para Salvador, 8 da empresa Real Alagoas, para Maceió, 9 ônibus da Progresso para Recife, Petrolina e cidades do agreste, 4 ônibus da Empresa Bomfim, para Aracaju e 2 ônibus da São Geraldo e Gontijo, para São Paulo. Ou seja, 31 saídas diárias e outras 31 chegadas dos mais variados destinos.
E os passageiros que se utilizam desse espaço, encontram uma bancada de madeira suja, um teto que parece que vai cair na cabeça a qualquer momento, os banheiros sujos, nenhum controle de acesso aos ônibus, segurança nenhuma.
Se os passageiros chegarem no meio da noite e pela madrugada vão encontrar os táxis caindo os pedaços. O Conselho Municipal de Turismo já levantou o problema em suas reuniões e a solução não chega.
O Terminal Rodoviário de Paulo Afonso vai completar 21 anos de “dado por concluído” pelo “governo democrático da Bahia”, na gestão do governador Waldir Pires, nunca foi concluído de fato, sempre foi uma obra inacabada, cercada de arames farpados, suja, mal iluminada. Está mesmo em estado terminal e é urgente que o governador Wagner faça alguma coisa.
A Folha Sertaneja se associa aos demais veículos da imprensa local, contra esse descaso para com esse serviço público.





