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No início da década de 80, a Aids– sigla em inglês para: Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, matava pela destruição do sistema de defesa do organismo e pelo estigma – este com mais perversidade. Cobria-se a doença com um sombrio pano de fundo do preconceito contra grupos específicos, que até hoje resiste em retalhos.

 

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Paroquia Sagrada Família, BTN II, Dia Mundial de Combate a Aids.

 

″Há pacientes que morreram de doenças ocasionadas pelo vírus da Aids aqui em Paulo Afonso, mas que os médicos não foram autorizados a dizer″, confirma Jairo, soropositivo há sete anos, e membro da Pastoral DST/Aids da diocese de Paulo Afonso.

 

O isolamento que mata por antecipação, ainda acomete centenas de pessoas em nosso município, diagnosticadas com a doença, que dizima milhares de pessoas mundo afora, todos os anos, e que por isso mesmo, tem no Evangelho um sopro de esperança. Vem desta realidade o trabalho desenvolvido por homens e mulheres em busca de apoio para socorrer estes enfermos na Pastoral.

 

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Membros da Pastoral DST/Aids da diocese de Paulo Afonso.

″O preconceito resiste porque não há informação sobre a doença que nos ajude a conviver com os enfermos, nós acolhemos o doente, porque assim Deus nos orienta, acima de qualquer coisa, é um filho de Deus e nós devemos ser solidários e misericordiosos, não devemos julgar″, orientou Frei Ivanilton.

 

A santa missa aconteceu esta noite, 1º de dezembro – Dia Mundial de Combate a Aids, na paróquia Sagrada Família, no BTN II,  e fez memória às vítimas já falecidas e as que compadecem quer de assistência ou de afeto, bem como à Pastoral que completou 29 anos de trabalhos no Brasil.

 

A escolha desta paróquia para esta celebração levou em consideração a numerosa população do complexo de bairros do Tancredo Neves, e consequentemente, o número de pessoas infectadas pelo vírus que podem não ter a devida atenção, quer dos poderes públicos, por isso foram convidados representantes do Legislativo e da prefeitura municipal, quer de nós, cristãos, que precisamos dar atenção ao irmão que padece.

 

ESTATÍSTICAS

 

Pesquisa do Ministério da Saúde estima que há hoje 872 mil pessoas infectadas com o vírus HIV no Brasil, dentre os quais 112 mil não conhecem o seu diagnóstico, 260 mil sabem do seu estado, mas não iniciaram o tratamento e outros 455 mil estão em tratamento.

 

Há sim pauloafonsinos que precisam da assistência oferecida pelo Estado que se quer supõem existir. Não apenas para adquirir remédios.

 

A PASTORAL A SERVIÇO DOS IRMÃOS

 

Qualquer ajuda a este serviço: de prevenção, em primeiro lugar, mas que também acolhe espiritualmente o doente, que procura os meios para que ele possa ter uma vida confortável, dentro da família e na sociedade, será bem-vinda. Por ora, uma pequena equipe faz o que pode com os meios que dispõe, sobretudo, a boa vontade.

 

Alguns voluntários, como a Maria do Carmo, enfermeira da SESAB – Secretaria de Saúde do Estado da Bahia, chegou com toda energia e experiência para ajudar, ontem participou da santa missa e assim como ela, o envolvimento de outras pessoas que já estão na caminhada há muito tempo é precioso, assim como o seu: ″Eu estava doente e fostes me visitar″, são palavras bonitas da sagrada escritura, que existem para que vivamos na prática.

 

 

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