Noite pauloafonsina: música planetária brasileira é um show de inovação

Por | 1 de agosto de 2015 às 21:00

Noite pauloafonsina, dia 30, uma quinta feira nublada, surge em uma cena de um dos novos espaços de divulgação de cultura da cidade, o Makinado Sushi Bar, em comemoração ao seu 1º mês de funcionamento em novo local, a percepção magistral que o estabelecimento teve quanto à ideia fantasticamente inquestionável de convidar o show do projeto Música Planetária Brasileira, idealizado e produzido por Igor Gnomo, guitarrista e criador do Centro de Educação Musical Igor Gnomo, cujo trabalho que está sendo desenvolvido no centro parece estar rendendo bons resultados.

O projeto Música Planetária Brasileira surge a partir da necessidade de valorizar e interpretar mais canções do cenário alternativo-popular brasileiro da música, porém sem deixar de lado as suas matrizes, tornando-se assim um show composto de ressignificações e reinterpretações para potencializar uma identidade brasileira única com artistas brasileiros e caracteristicamente pauloafonsinos de raiz.

Em sua mais atual e madura versão, levando em consideração que outras edições foram elaboradas com diversos artistas da cidade, a convite do próprio Igor, desde 2014, o Música Planetária Brasileira contou com a presença de músicos competentes e bastante caprichosos em suas desenvolturas no palco e na proposta daquela noite.

André “Jumper” Oliveira, baixista experiente e com absurda habilidade ao tocar o baixo com uma destreza incrível.

Igor Gnomo, que se apresenta nesse show do projeto como solista na guitarra além de ser o músico idealizador do show.

Larissa Hora, sua parceira que o acompanha realizando as bases em uma segunda guitarra, de forma ainda muito tímida, mas acostumada e bastante à vontade no desenrolar do show.

Eryan Monteiro, baterista inconfundível por sua levada na bateria de personalidade única e dotada de técnicas e habilidades em um jogo musical singular, que o destaca como baterista prodígio.

E por fim, Carolina Alexandra, cantora e vocalista da atual versão do Música Planetária Brasileira, atriz e dançarina da Companhia Roda da Baraúna, com uma carga e um peso cênico fora do comum trazendo ainda mais personalidade ao show com sua voz postada e forte, cheia de vida e interpretação.

Com um estilo que perpassa pelo tropicalismo e entre a subversão da musicalidade brasileira, abraçando também composições dos Novos Baianos e Lenine, o grupo conseguiu harmonizar todos os grandes talentos-potenciais presentes no palco na noite passada, que nos presentou com a apresentação impecável e calorosa do grupo, com ou sem chuva.

De forma equilibrada com a organização das canções do repertório, seguindo uma lógica cênica através dos estilos musicais interpretados, o próprio grupo viu-se assim: com equilíbrio e tamanha harmonia, conquistando a simpatia da plateia que vibrava e pedia mais e mais a cada interpretação de Carolina nas canções. Cada músico soube destacar-se em suas funções no seu devido momento e sem ofuscar o brilho dos parceiros de cena.

A idealização do cenário ficou por conta de Carolina Alexandra que pensou em todos os detalhes que nos remetia a um espaço cênico despojado e inovador, com recortes de bocas e olhos que beijam a música, que cantam, gritam e falam o que há para falar e olhos de diferentes formas e tamanhos observam, sendo o espelho de nós mesmos (ou não). Além de flores de diferentes cores e texturas que espalharam pelo espaço.

A produção executiva do cenário coube também às mãos habilidosas e a ajuda prestativa e generosa do também ator e dançarino da Companhia Roda da Baraúna, Leandro Medeiros. Apesar das novas versões jazzistas e com influências nítidas de rock e estilos regionais, características presentes nas últimas obras de Igor Gnomo, essa mescla foi o que mais impressionou o público que aplaudia atenciosamente a cada canção interpretada e que pela mistura de personalidades (de cada integrante da banda) trouxe uma sonoridade diversa e singular à tona.

Os músicos mostravam-se todos tranquilos e entrando na proposta de interpretação das músicas que ganhavam outras variadas vidas na voz poderosa de Carolina Alexandra, que gigante estava no palco, além de bem humorada e caprichosa em suas nuances durante os toques de cada instrumento no palco.

A noite contou ainda com a presença de convidados inesperados que prestigiavam a noite sem saber que seriam chamados ao palco para interpretar canções que já haviam cantado (ou tocado) juntamente com o guitarrista experiente e sagaz, Igor Gnomo, improvisando e combinando os detalhes naquele mesmo instante.

Subiram ao palco Luan Almeida, ator e cantor da Companhia Roda da Baraúna, que interpretou 3 canções e deu um ar diferente a sintonia que estava estabelecida, a cantora Damilly Freires, que chegou a fazer um dueto com Carolina, deixando claro o contraste entre as vozes sutil e grave, o percussionista Buiú, que trouxe energia vital e a força dos tambores contagiando o público.

Os ritmos eram descontraídos, ora leves, ora acelerados e com muita energia. Carolina tocava instrumentos acompanhando os outros, seja com alfaia, com triângulo, com cocos, ou pandeiro. Ela tinha domínio do que fazia, estava presente, estava viva e trouxe roupagens novas para várias canções que interpretou, algumas em inglês, a exemplo de Nine Out Of Ten e You Don’t Know Me, as quais deu um tom de malemolência nas composições de Caetano Veloso. A interpretação de Carcará (João do Vale/José Cândido) foi também emocionante, agressiva e poética, trazendo o sertão no olhar e na voz de Carolina.

Outro grande destaque, sem sombra de dúvidas, cai sobre os solos do guitarrista Gnomo, que entre os intervalos das canções esbanjava de forma impressionante e magistral, mostrando que a guitarra era apenas mais uma extensão de seu corpo, ou que os dois estavam unidos como um só ser, os sons de sua guitarra se faziam marcantes.

Noite pauloafonsina, dia 30, uma quinta feira nublada, surge em uma cena de um dos novos espaços de divulgação de cultura da cidade, o Makinado Sushi Bar, em comemoração ao seu 1º mês de funcionamento em novo local, a percepção magistral que o estabelecimento teve quanto à ideia fantasticamente inquestionável de convidar o show do projeto Música Planetária Brasileira, idealizado e produzido por Igor Gnomo, guitarrista e criador do Centro de Educação Musical Igor Gnomo, cujo trabalho que está sendo desenvolvido no centro parece estar rendendo bons resultados.

O projeto Música Planetária Brasileira surge a partir da necessidade de valorizar e interpretar mais canções do cenário alternativo-popular brasileiro da música, porém sem deixar de lado as suas matrizes, tornando-se assim um show composto de ressignificações e reinterpretações para potencializar uma identidade brasileira única com artistas brasileiros e caracteristicamente pauloafonsinos de raiz.

Em sua mais atual e madura versão, levando em consideração que outras edições foram elaboradas com diversos artistas da cidade, a convite do próprio Igor, desde 2014, o Música Planetária Brasileira contou com a presença de músicos competentes e bastante caprichosos em suas desenvolturas no palco e na proposta daquela noite.

André “Jumper” Oliveira, baixista experiente e com absurda habilidade ao tocar o baixo com uma destreza incrível.

Igor Gnomo, que se apresenta nesse show do projeto como solista na guitarra além de ser o músico idealizador do show.

Larissa Hora, sua parceira que o acompanha realizando as bases em uma segunda guitarra, de forma ainda muito tímida, mas acostumada e bastante à vontade no desenrolar do show.

Eryan Monteiro, baterista inconfundível por sua levada na bateria de personalidade única e dotada de técnicas e habilidades em um jogo musical singular, que o destaca como baterista prodígio.

E por fim, Carolina Alexandra, cantora e vocalista da atual versão do Música Planetária Brasileira, atriz e dançarina da Companhia Roda da Baraúna, com uma carga e um peso cênico fora do comum trazendo ainda mais personalidade ao show com sua voz postada e forte, cheia de vida e interpretação.

Com um estilo que perpassa pelo tropicalismo e entre a subversão da musicalidade brasileira, abraçando ta

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