16 de maio de 2026

Mário Negromonte Jr: ‘Acredito que vou caminhar com minhas pernas’, veja entrevista

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Depois de quatro anos na Assembleia, o deputado estadual Mário Negromonte Jr. (PP) chegou à Câmara Federal para ocupar a vaga deixada pelo pai, Mário Negromonte, hoje conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios. Prestes a embarcar para Brasília, Negromonte Jr. faz um balanço positivo da sua experiência nas urnas, em 2010 e 2014, e, apesar de ter o sobrenome citado na Operação Lava-Jato, acredita que o pai não tem qualquer envolvimento com as denúncias. Para o tio, Adarico Negromonte, no entanto, ele é mais ponderado. “Se o meu tio errou, eu digo muito claramente, ele deve ser punido. Em relação a isso, a minha família, eu volto a dizer: eu não posso jamais responder pela atitude dos outros”, frisou. Do deputado estadual do “cacetinho baiano” a deputado federal, Negromonte Jr. promete defender os 169.215 – seis a mais que o pai em 2010 – o progressista admite a inspiração no genitor, mas garante que caminha com as próprias pernas.

Qual a avaliação que o senhor faz do primeiro mandato como deputado estadual, agora com essa migração para a Câmara?
Primeiro, foi uma experiência extraordinária. Eu acho que é algo que vai ser muito importante, uma base muito importante para mim na Câmara Federal. Eu tive em 2010 eu já tive uma votação que me deu responsabilidade muito grande, fui o segundo mais votado para deputado estadual com aproximadamente 114 mil votos. Isso me trouxe uma responsabilidade muito grande para poder ter que trabalhar e corresponder à expectativa das pessoas que votaram em mim. Então, eu procurei, dentro desses quatro anos, fazer isso. Defender teses, defender segmentos da sociedade que eu acreditava que eu tinha visto na campanha que precisava da gente fazer um trabalho e defender o interesse da sociedade de uma forma geral. Por exemplo, por iniciativa nossa, a gente criou uma comissão para poder acompanhar o concurso dos cartórios. Foi uma vitória muito grande, o presidente [do Tribunal de Justiça] Eserval Rocha chamar o concurso desses 1.383 cartórios extrajudiciais, para poder realmente a gente de fato mudar o sistema dos cartórios na Bahia e, de fato, vai mudar, porque hoje só tem 145 cartórios que optaram, que estão “privatizados”, e a gente precisa mexer nesse sistema para poder melhorar realmente, dar mais celeridade. Isso vai acontecer, nós estamos na terceira fase já do concurso, de seis fases, e eu acredito muito que a partir daí a Bahia vai viver um novo momento. Além dos cartórios, a gente trabalhou muito a questão da telefonia. A CPI da telefonia culminou com a votação e a aprovação do relatório final e também da assinatura do Termo de Ajuste de Conduta (TAC) com o Ministério Público Federal e Estadual, visando pressionar as empresas – vamos dizer assim – uma forma para que eles possam criar algumas situações no estado, por exemplo, como o mutirão que vai ser feito em diversos municípios, se não me engano são em 27, para poder ouvir e ver as necessidades e corrigir, com penas de multa diárias para o não-cumprimento dessas empresas. Mas eu acho que não para por aí, eu quero lutar na Câmara Federal por um marco regulatório, se criar a primeira CPI nacional. Esse é o grande objetivo das CPIs que ocorreram em todos os estados, a exemplo daqui da Bahia, e a gente fazer a nível nacional e criar esse marco regulatório, para que a gente possa realmente discutir e cobrar das empresas que a gente possa acabar com as quedas de ligações, que ninguém entende essas quedas, o problema do callcenter, às vezes até a falta de respeito com os consumidores, e tem outras coisas, que envolvem a questão das telecomunicações, como também da internet. Que tem diversas questões que envolvem a Bahia, a 4G que a Bahia já deveria estar e, infelizmente, não houve esse upgrade. Em muitos lugares, em muitos municípios, não tem nem 3G. Essa é uma coisa também que eu quero focar. Eu fui também relator de um projeto que foi um dos mais importantes para a Bahia e para a sociedade de uma forma em geral, porque você vê, a gente trazer um projeto dos terceirizados e ser o segundo estado a definir uma relação entre os entes públicos, governos estadual e municipal, as empresas terceirizadas e os trabalhadores, foi um fato quase que inédito. Esse projeto que foi aprovado aqui, do qual fui relator e o governador Jaques Wagner sancionou, vai, sem dúvida nenhuma, trazer segurança jurídica na relação, que não existia entre os trabalhadores, as empresas e os governos de uma forma geral. Eu acredito muito que a partir daí as pessoas vão ter mais garantias que vão poder dizer no final do mês: “eu vou conseguir colocar a comida da minha mesa, porque eu sei que os encargos a gente vai ter a garantia que as empresas vão estar fazendo tudo corretamente”. E também o estado, de que o serviço vai estar sendo prestado. E também as empresas de que o estado vai estar pagando para poder cumprir com os trabalhadores.

E o cacetinho de Negromonte?
Esse cacetinho foi seguinte: existia uma discussão a nível nacional, era o pão brasileiro, que era Alcione Barbalho a relatora. Depois a gente criou esse projeto do pãozinho baiano, que foi vocês do Bahia Notícias que criaram esse novo nome, cacetinho baiano. E esse projeto a gente teve que aguardar um pouco devido à seca. A gente não poderia criar uma demanda a nível de Bahia ou incentivar uma demanda a nível Bahia de fécula [de mandioca] se a gente estava vivendo uma das maiores secas de todos os tempos. Esse projeto certamente o deputado Eduardo Salles, que foi eleito agora, foi um dos deputados que a gente apoiou, vai desarquivar e tocar esse projeto. Agora, eu acredito que é um projeto que vai valorizar a cadeia produtiva da mandioca e, sobretudo, o agricultor familiar. Eu defendo e vou continuar defendendo. Se isso vier a ser discutido a nível nacional, o pãozinho brasileiro, certamente eu estarei nesse discussão também.

O senhor mencionou que foi o segundo deputado mais votado em 2010 para a Assembleia, também está entre os mais votado para a Câmara em 2014. O senhor achar que os votos tiveram relação? As pessoas avaliaram bem o seu mandato?
Eu fui agora o segundo de novo, agora federal…

Torce para o Vitória?
Eu sou Bahia (risos). Eu acho que foi um mix do meu trabalho, mas sobretudo uma coisa que certamente foi fundamental foi o trabalho de 24 anos de Mário Negromonte [ex-deputado federal e atual conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios]. Ali eu estava preenchendo um espaço que meu pai, Mário Negromonte, deixou ao ir para o Tribunal de Contas dos Municípios. Eu construí essa relação com a base dele, com os prefeitos dele e consegui manter alguns prefeitos que tinham relação comigo para deputado estadual. A ponto de eu conseguir praticamente a mesma votação. Mário Negromonte teve, em 2010, 169.209 votos e eu tive 169.215, foram seis votos a mais. Uma transferência realmente que superou seis votos. E, fora isso, eu tive ainda ajuda. Eu ajudei o deputado Eduardo Salles, que teve 78 mil votos e ajudei ��������Av�� ��

Depois de quatro anos na Assembleia, o deputado estadual Mário Negromonte Jr. (PP) chegou à Câmara Federal para ocupar a vaga deixada pelo pai, Mário Negromonte, hoje conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios. Prestes a embarcar para Brasília, Negromonte Jr. faz um balanço positivo da sua experiência nas urnas, em 2010 e 2014, e, apesar de ter o sobrenome citado na Operação Lava-Jato, acredita que o pai não tem qualquer envolvimento com as denúncias. Para o tio, Adarico Negromonte, no entanto, ele é mais ponderado. “Se o meu tio errou, eu digo muito claramente, ele deve ser punido. Em relação a isso, a minha família, eu volto a dizer: eu não posso jamais responder pela atitude dos outros”, frisou. Do deputado estadual do “cacetinho baiano” a deputado federal, Negromonte Jr. promete defender os 169.215 – seis a mais que o pai em 2010 – o progressista admite a inspiração no genitor, mas garante que caminha com as próprias pernas.

Qual a avaliação que o senhor faz do primeiro mandato como deputado estadual, agora com essa migração para a Câmara?
Primeiro, foi uma experiência extraordinária. Eu acho que é algo que vai ser muito importante, uma base muito importante para mim na Câmara Federal. Eu tive em 2010 eu já tive uma votação que me deu responsabilidade muito grande, fui o segundo mais votado para deputado estadual com aproximadamente 114 mil votos. Isso me trouxe uma responsabilidade muito grande para poder ter que trabalhar e corresponder à expectativa das pessoas que votaram em mim. Então, eu procurei, dentro desses quatro anos, fazer isso. Defender teses, defender segmentos da sociedade que eu acreditava que eu tinha visto na campanha que precisava da gente fazer um trabalho e defender o interesse da sociedade de uma forma geral. Por exemplo, por iniciativa nossa, a gente criou uma comissão para poder acompanhar o concurso dos cartórios. Foi uma vitória muito grande, o presidente [do Tribunal de Justiça] Eserval Rocha chamar o concurso desses 1.383 cartórios extrajudiciais, para poder realmente a gente de fato mudar o sistema dos cartórios na Bahia e, de fato, vai mudar, porque hoje só tem 145 cartórios que optaram, que estão “privatizados”, e a gente precisa mexer nesse sistema para poder melhorar realmente, dar mais celeridade. Isso vai acontecer, nós estamos na terceira fase já do concurso, de seis fases, e eu acredito muito que a partir daí a Bahia vai viver um novo momento. Além dos cartórios, a gente trabalhou muito a questão da telefonia. A CPI da telefonia culminou com a votação e a aprovação do relatório final e também da assinatura do Termo de Ajuste de Conduta (TAC) com o Ministério Público Federal e Estadual, visando pressionar as empresas – vamos dizer assim – uma forma para que eles possam criar algumas situações no estado, por exemplo, como o mutirão que vai ser feito em diversos municípios, se não me engano são em 27, para poder ouvir e ver as necessidades e corrigir, com penas de multa diárias para o não-cumprimento dessas empresas. Mas eu acho que não para por aí, eu quero lutar na Câmara Federal por um marco regulatório, se criar a primeira CPI nacional. Esse é o grande objetivo das CPIs que ocorreram em todos os estados, a exemplo daqui da Bahia, e a gente fazer a nível nacional e criar esse marco regulatório, para que a gente possa realmente discutir e cobrar das empresas que a gente possa acabar com as quedas de ligações, que ninguém entende essas quedas, o problema do callcenter, às vezes até a falta de respeito com os consumidores, e tem outras coisas, que envolvem a questão das telecomunicações, como também da internet. Que tem diversas questões que envolvem a Bahia, a 4G que a Bahia já deveria estar e, infelizmente, não houve esse upgrade. Em muitos lugares, em muitos municípios, não tem nem 3G. Essa é uma coisa também que eu quero focar. Eu fui também relator de um projeto que foi um dos mais importantes para a Bahia e para a sociedade de uma forma em geral, porque você vê, a gente trazer um projeto dos terceirizados e ser o segundo estado a definir uma relação entre os entes públicos, governos estadual e municipal, as empresas terceirizadas e os trabalhadores, foi um fato quase que inédito. Esse projeto que foi aprovado aqui, do qual fui relator e o governador Jaques Wagner sancionou, vai, sem dúvida nenhuma, trazer segurança jurídica na relação, que não existia entre os trabalhadores, as empresas e os governos de uma forma geral. Eu acredito muito que a partir daí as pessoas vão ter mais garantias que vão poder dizer no final do mês: “eu vou conseguir colocar a comida da minha mesa, porque eu sei que os encargos a gente vai ter a garantia que as empresas vão estar fazendo tudo corretamente”. E também o estado, de que o serviço vai estar sendo prestado. E também as empresas de que o estado vai estar pagando para poder cumprir com os trabalhadores.

E o cacetinho de Negromonte?
Esse cacetinho foi seguinte: existia uma discussão a nível nacional, era o pão brasileiro, que era Alcione Barbalho a relatora. Depois a gente criou esse projeto do pãozinho baiano, que foi vocês do Bahia Notícias que criaram esse novo nome, cacetinho baiano. E esse projeto a gente teve que aguardar um pouco devido à seca. A gente não poderia criar uma demanda a nível de Bahia ou incentivar uma demanda a nível Bahia de fécula [de mandioca] se a gente estava vivendo uma das maiores secas de todos os tempos. Esse projeto certamente o deputado Eduardo Salles, que foi eleito agora, foi um dos deputados que a gente apoiou, vai desarquivar e tocar esse projeto. Agora, eu acredito que é um projeto que vai valorizar a cadeia produtiva da mandioca e, sobretudo, o agricultor familiar. Eu defendo e vou continuar defendendo. Se isso vier a ser discutido a nível nacional, o pãozinho brasileiro, certamente eu estarei nesse discussão também.

O senhor mencionou que foi o segundo deputado mais votado em 2010 para a Assembleia, também está entre os mais votado para a Câmara em 2014. O senhor achar que os votos tiveram relação? As pessoas avaliaram bem o seu mandato?
Eu fui agora o segundo de novo, agora federal…

Torce para o Vitória?
Eu sou Bahia (risos). Eu acho que foi um mix do meu trabalho, mas sobretudo uma coisa que certamente foi fundamental foi o trabalho de 24 anos de Mário Negromonte [ex-deputado federal e atual conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios]. Ali eu estava preenchendo um espaço que meu pai, Mário Negromonte, deixou ao ir para o Tribunal de Contas dos Municípios. Eu construí essa relação com a base dele, com os prefeitos dele e consegui manter alguns prefeitos que tinham relação comigo para deputado estadual. A ponto de eu conseguir praticamente a mesma votação. Mário Negromonte teve, em 2010, 169.209 votos e eu tive 169.215, foram seis votos a mais. Uma transferência realmente que superou seis votos. E, fora isso, eu tive ainda ajuda. Eu ajudei o deputado Eduardo Salles, que teve 78 mil votos e ajudei ��������Av�� ��

Depois de quatro anos na Assembleia, o deputado estadual Mário Negromonte Jr. (PP) chegou à Câmara Federal para ocupar a vaga deixada pelo pai, Mário Negromonte, hoje conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios. Prestes a embarcar para Brasília, Negromonte Jr. faz um balanço positivo da sua experiência nas urnas, em 2010 e 2014, e, apesar de ter o sobrenome citado na Operação Lava-Jato, acredita que o pai não tem qualquer envolvimento com as denúncias. Para o tio, Adarico Negromonte, no entanto, ele é mais ponderado. “Se o meu tio errou, eu digo muito claramente, ele deve ser punido. Em relação a isso, a minha família, eu volto a dizer: eu não posso jamais responder pela atitude dos outros”, frisou. Do deputado estadual do “cacetinho baiano” a deputado federal, Negromonte Jr. promete defender os 169.215 – seis a mais que o pai em 2010 – o progressista admite a inspiração no genitor, mas garante que caminha com as próprias pernas.

Qual a avaliação que o senhor faz do primeiro mandato como deputado estadual, agora com essa migração para a Câmara?
Primeiro, foi uma experiência extraordinária. Eu acho que é algo que vai ser muito importante, uma base muito importante para mim na Câmara Federal. Eu tive em 2010 eu já tive uma votação que me deu responsabilidade muito grande, fui o segundo mais votado para deputado estadual com aproximadamente 114 mil votos. Isso me trouxe uma responsabilidade muito grande para poder ter que trabalhar e corresponder à expectativa das pessoas que votaram em mim. Então, eu procurei, dentro desses quatro anos, fazer isso. Defender teses, defender segmentos da sociedade que eu acreditava que eu tinha visto na campanha que precisava da gente fazer um trabalho e defender o interesse da sociedade de uma forma geral. Por exemplo, por iniciativa nossa, a gente criou uma comissão para poder acompanhar o concurso dos cartórios. Foi uma vitória muito grande, o presidente [do Tribunal de Justiça] Eserval Rocha chamar o concurso desses 1.383 cartórios extrajudiciais, para poder realmente a gente de fato mudar o sistema dos cartórios na Bahia e, de fato, vai mudar, porque hoje só tem 145 cartórios que optaram, que estão “privatizados”, e a gente precisa mexer nesse sistema para poder melhorar realmente, dar mais celeridade. Isso vai acontecer, nós estamos na terceira fase já do concurso, de seis fases, e eu acredito muito que a partir daí a Bahia vai viver um novo momento. Além dos cartórios, a gente trabalhou muito a questão da telefonia. A CPI da telefonia culminou com a votação e a aprovação do relatório final e também da assinatura do Termo de Ajuste de Conduta (TAC) com o Ministério Público Federal e Estadual, visando pressionar as empresas – vamos dizer assim – uma forma para que eles possam criar algumas situações no estado, por exemplo, como o mutirão que vai ser feito em diversos municípios, se não me engano são em 27, para poder ouvir e ver as necessidades e corrigir, com penas de multa diárias para o não-cumprimento dessas empresas. Mas eu acho que não para por aí, eu quero lutar na Câmara Federal por um marco regulatório, se criar a primeira CPI nacional. Esse é o grande objetivo das CPIs que ocorreram em todos os estados, a exemplo daqui da Bahia, e a gente fazer a nível nacional e criar esse marco regulatório, para que a gente possa realmente discutir e cobrar das empresas que a gente possa acabar com as quedas de ligações, que ninguém entende essas quedas, o problema do callcenter, às vezes até a falta de respeito com os consumidores, e tem outras coisas, que envolvem a questão das telecomunicações, como também da internet. Que tem diversas questões que envolvem a Bahia, a 4G que a Bahia já deveria estar e, infelizmente, não houve esse upgrade. Em muitos lugares, em muitos municípios, não tem nem 3G. Essa é uma coisa também que eu quero focar. Eu fui também relator de um projeto que foi um dos mais importantes para a Bahia e para a sociedade de uma forma em geral, porque você vê, a gente trazer um projeto dos terceirizados e ser o segundo estado a definir uma relação entre os entes públicos, governos estadual e municipal, as empresas terceirizadas e os trabalhadores, foi um fato quase que inédito. Esse projeto que foi aprovado aqui, do qual fui relator e o governador Jaques Wagner sancionou, vai, sem dúvida nenhuma, trazer segurança jurídica na relação, que não existia entre os trabalhadores, as empresas e os governos de uma forma geral. Eu acredito muito que a partir daí as pessoas vão ter mais garantias que vão poder dizer no final do mês: “eu vou conseguir colocar a comida da minha mesa, porque eu sei que os encargos a gente vai ter a garantia que as empresas vão estar fazendo tudo corretamente”. E também o estado, de que o serviço vai estar sendo prestado. E também as empresas de que o estado vai estar pagando para poder cumprir com os trabalhadores.

E o cacetinho de Negromonte?
Esse cacetinho foi seguinte: existia uma discussão a nível nacional, era o pão brasileiro, que era Alcione Barbalho a relatora. Depois a gente criou esse projeto do pãozinho baiano, que foi vocês do Bahia Notícias que criaram esse novo nome, cacetinho baiano. E esse projeto a gente teve que aguardar um pouco devido à seca. A gente não poderia criar uma demanda a nível de Bahia ou incentivar uma demanda a nível Bahia de fécula [de mandioca] se a gente estava vivendo uma das maiores secas de todos os tempos. Esse projeto certamente o deputado Eduardo Salles, que foi eleito agora, foi um dos deputados que a gente apoiou, vai desarquivar e tocar esse projeto. Agora, eu acredito que é um projeto que vai valorizar a cadeia produtiva da mandioca e, sobretudo, o agricultor familiar. Eu defendo e vou continuar defendendo. Se isso vier a ser discutido a nível nacional, o pãozinho brasileiro, certamente eu estarei nesse discussão também.

O senhor mencionou que foi o segundo deputado mais votado em 2010 para a Assembleia, também está entre os mais votado para a Câmara em 2014. O senhor achar que os votos tiveram relação? As pessoas avaliaram bem o seu mandato?
Eu fui agora o segundo de novo, agora federal…

Torce para o Vitória?
Eu sou Bahia (risos). Eu acho que foi um mix do meu trabalho, mas sobretudo uma coisa que certamente foi fundamental foi o trabalho de 24 anos de Mário Negromonte [ex-deputado federal e atual conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios]. Ali eu estava preenchendo um espaço que meu pai, Mário Negromonte, deixou ao ir para o Tribunal de Contas dos Municípios. Eu construí essa relação com a base dele, com os prefeitos dele e consegui manter alguns prefeitos que tinham relação comigo para deputado estadual. A ponto de eu conseguir praticamente a mesma votação. Mário Negromonte teve, em 2010, 169.209 votos e eu tive 169.215, foram seis votos a mais. Uma transferência realmente que superou seis votos. E, fora isso, eu tive ainda ajuda. Eu ajudei o deputado Eduardo Salles, que teve 78 mil votos e ajudei ��������Av�� ��

Depois de quatro anos na Assembleia, o deputado estadual Mário Negromonte Jr. (PP) chegou à Câmara Federal para ocupar a vaga deixada pelo pai, Mário Negromonte, hoje conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios. Prestes a embarcar para Brasília, Negromonte Jr. faz um balanço positivo da sua experiência nas urnas, em 2010 e 2014, e, apesar de ter o sobrenome citado na Operação Lava-Jato, acredita que o pai não tem qualquer envolvimento com as denúncias. Para o tio, Adarico Negromonte, no entanto, ele é mais ponderado. “Se o meu tio errou, eu digo muito claramente, ele deve ser punido. Em relação a isso, a minha família, eu volto a dizer: eu não posso jamais responder pela atitude dos outros”, frisou. Do deputado estadual do “cacetinho baiano” a deputado federal, Negromonte Jr. promete defender os 169.215 – seis a mais que o pai em 2010 – o progressista admite a inspiração no genitor, mas garante que caminha com as próprias pernas.

Qual a avaliação que o senhor faz do primeiro mandato como deputado estadual, agora com essa migração para a Câmara?
Primeiro, foi uma experiência extraordinária. Eu acho que é algo que vai ser muito importante, uma base muito importante para mim na Câmara Federal. Eu tive em 2010 eu já tive uma votação que me deu responsabilidade muito grande, fui o segundo mais votado para deputado estadual com aproximadamente 114 mil votos. Isso me trouxe uma responsabilidade muito grande para poder ter que trabalhar e corresponder à expectativa das pessoas que votaram em mim. Então, eu procurei, dentro desses quatro anos, fazer isso. Defender teses, defender segmentos da sociedade que eu acreditava que eu tinha visto na campanha que precisava da gente fazer um trabalho e defender o interesse da sociedade de uma forma geral. Por exemplo, por iniciativa nossa, a gente criou uma comissão para poder acompanhar o concurso dos cartórios. Foi uma vitória muito grande, o presidente [do Tribunal de Justiça] Eserval Rocha chamar o concurso desses 1.383 cartórios extrajudiciais, para poder realmente a gente de fato mudar o sistema dos cartórios na Bahia e, de fato, vai mudar, porque hoje só tem 145 cartórios que optaram, que estão “privatizados”, e a gente precisa mexer nesse sistema para poder melhorar realmente, dar mais celeridade. Isso vai acontecer, nós estamos na terceira fase já do concurso, de seis fases, e eu acredito muito que a partir daí a Bahia vai viver um novo momento. Além dos cartórios, a gente trabalhou muito a questão da telefonia. A CPI da telefonia culminou com a votação e a aprovação do relatório final e também da assinatura do Termo de Ajuste de Conduta (TAC) com o Ministério Público Federal e Estadual, visando pressionar as empresas – vamos dizer assim – uma forma para que eles possam criar algumas situações no estado, por exemplo, como o mutirão que vai ser feito em diversos municípios, se não me engano são em 27, para poder ouvir e ver as necessidades e corrigir, com penas de multa diárias para o não-cumprimento dessas empresas. Mas eu acho que não para por aí, eu quero lutar na Câmara Federal por um marco regulatório, se criar a primeira CPI nacional. Esse é o grande objetivo das CPIs que ocorreram em todos os estados, a exemplo daqui da Bahia, e a gente fazer a nível nacional e criar esse marco regulatório, para que a gente possa realmente discutir e cobrar das empresas que a gente possa acabar com as quedas de ligações, que ninguém entende essas quedas, o problema do callcenter, às vezes até a falta de respeito com os consumidores, e tem outras coisas, que envolvem a questão das telecomunicações, como também da internet. Que tem diversas questões que envolvem a Bahia, a 4G que a Bahia já deveria estar e, infelizmente, não houve esse upgrade. Em muitos lugares, em muitos municípios, não tem nem 3G. Essa é uma coisa também que eu quero focar. Eu fui também relator de um projeto que foi um dos mais importantes para a Bahia e para a sociedade de uma forma em geral, porque você vê, a gente trazer um projeto dos terceirizados e ser o segundo estado a definir uma relação entre os entes públicos, governos estadual e municipal, as empresas terceirizadas e os trabalhadores, foi um fato quase que inédito. Esse projeto que foi aprovado aqui, do qual fui relator e o governador Jaques Wagner sancionou, vai, sem dúvida nenhuma, trazer segurança jurídica na relação, que não existia entre os trabalhadores, as empresas e os governos de uma forma geral. Eu acredito muito que a partir daí as pessoas vão ter mais garantias que vão poder dizer no final do mês: “eu vou conseguir colocar a comida da minha mesa, porque eu sei que os encargos a gente vai ter a garantia que as empresas vão estar fazendo tudo corretamente”. E também o estado, de que o serviço vai estar sendo

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