2 de dezembro de 2021

Catamarãs levam milhares de turistas pelos cânions do rio São Francisco

Antes da Chesf concluir e inaugurar a Usina Hidrelétrica de Xingó, pelos idos de 1995, já existia uma empresa chamada Empreendimentos e Serviços Ltda – MF-Tur , criada em 1990, de olho no filão que prometia ser a exploração do turismo náutico nas águas do rio São Francisco.  Um pequeno e agradável catamarã, o Cotinguiba, de propriedade do governo de Sergipe, foi cedido à MF-Tur para essa experiência. E subiu e desceu o cânion várias vezes, até o píer montado na saída das águas da Usina Paulo Afonso IV, passando por debaixo da Ponte D. Pedro II, onde fica o marco zero da barragem de Xingó.

Antônio Galdino

O catamarã Padre Cícero tem capacidade para transportar 250 passageiros

Numa enseada do Dique 2 da Barragem de Xingó, 65 quilômetros abaixo, já em terras ou águas de Canindé do São Francisco/SE, a família Brasil instalou flutuantes e ali montou um restaurante, o Karranca`s. Firmou-se uma parceria entre o restaurante e a MF-Tur. As pessoas seguiam nas lanchas ou no catamarã lago a fora até os paredões coloridos do Talhado, passavam um tempo banhando-se nas águas do Velho Chico e na volta completavam a festa almoçando no Karranca`s.

Antônio Galdino

"Mais investimentos vão oferecer ainda maior conforto aos turistas", diz Aragão

"Outra parceria, formada com o governo do Estado e com o apoio da Prefeitura, levou o cânion de Xingó à mídia nacional e o apelo deu certo.

Antônio Galdino

O catamarã Padre Cícero tem capacidade para transportar 250 passageiros

Aos poucos o espírito empreendedor do diretor da MF-Tur, Antônio Manoel de Carvalho Neto, conhecido como Manoel Foguete, foi sendo instigado e ele passou a investir forte nesse empreendimento. O pequeno Cotinguiba, de apenas 60 lugares, no máximo, deu lugar a uma moderna escuna com nome de cangaceira, Maria Bonita, que também cedeu logo o seu espaço nas águas para outros catamarãs bem maiores, o Delmiro Gouveia, com 190 lugares, depois o Rei do Cangaço E O Padre Cícero, cada um com 250 lugares. E mais dois catamarãs de 250 lugares já estão sendo construídos.

O aumento da procura pelo passeio cresceu muito e nos 22 anos da MF-Tur, os últimos anos provaram, definitivamente que Manoel Foguete estava no caminho certo.
Ampliou seus horizontes e hoje já pensa mais alto. Deslocou o pioneiro Cotinguiba para atender à Rota do Cangaço, saindo de Piranhas até a Grota do Angico, já em Poço Redondo. Ali também a demanda cresce acompanhado o ritmo veloz da centenária Piranhas. E Manoel junta a este catamarã outro dos primeiros tempos na região, o Pomonga.

Antônio Galdino

Enquanto um catamarã chega, outro já está saindo

A escuna deve atender a um roteiro que vai sair da Fazenda Mundo Novo e com a chegada do trem de Piranhas ao Mirante Mecejana (ou Fernando Collor), na outra extremidade do dique, ali estarão outros catamarãs para levar os turistas para o paraíso do Talhado. É que nos diz o empolgado Aragão, da MF-Tur, ao falar dos projetos de Manoel Foguete e desse crescimento.

Antônio Galdino

Enquanto um catamarã chega, outro já está saindo

“Neste mês de janeiro estamos com uma média de mil passageiros embarcados para o Paraíso do Talhado por dia. Normalmente trabalhamos de terça a domingo, mas na alta estação e nos feriados prolongados também estamos aqui nas segundas-feiras. E assim como fazemos viagens com a capacidade quase total das nossas embarcações, também fazemos o mesmo passeio com 15, 20 passageiros”, assegura Aragão. E diz ainda: “Em 2011, no Sábado de Aleluia, tivemos o nosso recorde de visitantes. Foram 1.663 turistas em um único dia!” Aragão conclui: “No ano de 2010, os catamarãs e escuna da MF-Tur levaram 110 mil turistas para o Talhado. Em 2011, até outubro, já foram 115 mil devendo alcançar cerca de 140 mil até dezembro nos dados que estão sendo fechados”.

O dia em que o Karrancas pegou fogo / nas águas mansas do rio São Francisco

Antônio Galdino

O dia em que o Karrancas pegou fogo

O titulo acima parece tirado de folhetos de cordel, tão sertanejos. Não é de se estranhar porque certamente os grandes poetas cordelistas começariam assim a narrativa da história do incêncio do Restaurante Karranca´s no dia 8 de janeiro, um domingo, depois de um dia bem movimentado, às 19 horas (20 horas de Brasília). Ou teriam aí um mote pronto para desenrolar a sua poesia, inspirados talvez pelo santo que dá nome ao rio e que fica, das pedras, espiando o vai e vem dos turistas nos catamarãs, escunas e lanchas nessa imensidão de águas…

Segundo o site R2 Notícias “o incêndio destruiu toda a cobertura de palha e se alastrou por toda a estrutura do estabelecimento queimando mesas, cadeiras e outros equipamentos, além dos produtos da lojinha de artesanato que funcionava nas dependências do Restaurante. Ninguém ficou ferido. Não havia mais turistas e servidores se preparavam para o fim do expediente. O Restaurante Karranca’s é único flutuante em águas profundas de toda a região e o principal ponto de partida das embarcações (catamarãs, escunas e lanchas) que fazem o roteiro turístico dos Cânions de Xingó e Riacho do Talhado”.

Segundo André Brasil, um dos proprietários do Karranca`s, “o momento é de superação”. E foi o que se viu na horas seguintes. Aragão confirma que “Manoel Foguete chegou na hora com o apoio total e também chegaram o apoio das prefeituras de Canindé do São Francisco e Piranhas e do governo do Estado de Sergipe.

Antônio Galdino

Estrutura de apoio atende aos turistas

Os poetas sertanejos também narrariam numa linguagem de espanto e incredulidade  resultado surpreendente dessas parcerias pois, na terça-feira, pela manhã, menos de 40 hora��������i+�� ��

Antes da Chesf concluir e inaugurar a Usina Hidrelétrica de Xingó, pelos idos de 1995, já existia uma empresa chamada Empreendimentos e Serviços Ltda – MF-Tur , criada em 1990, de olho no filão que prometia ser a exploração do turismo náutico nas águas do rio São Francisco.  Um pequeno e agradável catamarã, o Cotinguiba, de propriedade do governo de Sergipe, foi cedido à MF-Tur para essa experiência. E subiu e desceu o cânion várias vezes, até o píer montado na saída das águas da Usina Paulo Afonso IV, passando por debaixo da Ponte D. Pedro II, onde fica o marco zero da barragem de Xingó.

Antônio Galdino

O catamarã Padre Cícero tem capacidade para transportar 250 passageiros

Numa enseada do Dique 2 da Barragem de Xingó, 65 quilômetros abaixo, já em terras ou águas de Canindé do São Francisco/SE, a família Brasil instalou flutuantes e ali montou um restaurante, o Karranca`s. Firmou-se uma parceria entre o restaurante e a MF-Tur. As pessoas seguiam nas lanchas ou no catamarã lago a fora até os paredões coloridos do Talhado, passavam um tempo banhando-se nas águas do Velho Chico e na volta completavam a festa almoçando no Karranca`s.

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"Mais investimentos vão oferecer ainda maior conforto aos turistas", diz Aragão

"Outra parceria, formada com o governo do Estado e com o apoio da Prefeitura, levou o cânion de Xingó à mídia nacional e o apelo deu certo.

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O catamarã Padre Cícero tem capacidade para transportar 250 passageiros

Aos poucos o espírito empreendedor do diretor da MF-Tur, Antônio Manoel de Carvalho Neto, conhecido como Manoel Foguete, foi sendo instigado e ele passou a investir forte nesse empreendimento. O pequeno Cotinguiba, de apenas 60 lugares, no máximo, deu lugar a uma moderna escuna com nome de cangaceira, Maria Bonita, que também cedeu logo o seu espaço nas águas para outros catamarãs bem maiores, o Delmiro Gouveia, com 190 lugares, dep

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