10 de maio de 2026

Exclusivo: Mãe é presa acusada de violentar filha adotiva de 6 anos em Glória

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Foi presa nesta terça-feira (06), no Povoado Quixaba do município de Glória – BA, acusada de violentar sexualmente sua filha adotiva de seis anos, a senhora Baganna Soares Lesselis, conhecida como "Nana".

A polícia chegou até o caso quando, no dia 23 de outubro, deu entrada no Hospital Nair Alves de Souza uma criança do sexo feminino, de seis anos, com uma lesão na vagina. A mãe informou que a garota teria se acidentado ao cair sobre a tampa do vaso sanitário após descarga. Logo, os médicos que prestaram os primeiros atendimentos a criança, desconfiaram de abuso sexual. "Na primeira vez que ela foi interrogada, ela deu essa versão do acidente, que nós achamos de início uma versão fantasiosa, uma ficção, uma criação da cabeça dela, porque seria impossível uma tampa de vaso sanitário ter feito aquilo", diz o delegado Bacelar.

O fato imediatamente foi levado ao conhecimento do Conselho Tutelar de Paulo Afonso, que ao averiguar que a criança era proveniente de Glória-BA, entrou em contato com o Conselho Tutelar daquela cidade, que se dirigiu até a delegacia e fez o registro do caso. A criança então foi submetida a exames de corpo de delito, onde foram constatadas diversas lesões espalhadas pelo corpo, como na nuca, olho, quadril, punho, pernas… Além do rompimento do períneo e a ruptura do hímem, descartando a possibilidade de um acidente.

De posse dessas informações, a polícia ampliou as suas investigações, foram até a residência do casal e apreenderam a tampa do vaso sanitário, que foi encaminhada a Salvador-BA , a fim de que fosse realizada a perícia.

Há cerca de seis meses, Nana tinha recebido do Juizado da Infância e Juventude de Paulo Afonso, a guarda provisória da criança, juntamente com o seu irmão de dois anos. No entanto, nos últimos meses, a acusada se encontrava muito estressada, irritando-se fácil com a garota de seis anos. Segundo informações do Delegado, a criança dizia que só gostava do pai adotivo. Nana estava com a guarda provisória de duas crianças.

Numa entrevista exclusiva ao portal ozildoalves.com.br, Nana, por várias vezes, entrou em contradição e se mostrava muito confusa nas respostas: "No início eu falei que tinha sido o vaso sanitário, porque eu tive medo do que pudesse vir a acontecer. No dia do acontecido, eu não estava muito bem de saúde, estava muito nervosa  e perdi a paciência naquele dia. Eu agredi a criança, mas não foi intencional”. Nana chegou a confessar que tinha consciência que merece ser punida.

Segundo o delegado Bacelar, a criança ao chegar de um aniversário, foi ao banheiro fazer as necessidades. A “mãe”, muito rigorosa com a criança e pelo fato de ter demorado um pouco mais, ela achou que a criança estava mentindo e foi colocar o dedo no ânus da vítima pra poder mostrar que não havia “cocô” a fazer, e nisso o dedo entrou na vagina causando essa lesão.

Quando às lesões no corpo, Bacelar contou que Nana alegou que foi quando a garotinha esperneou, e ela acabou caindo em cima da criança, “mas isso aí nós vamos ampliar as investigações para que possamos comprovar se essas lesões foram ocasionadas por agressão mesmo ou se foi por essa queda, como ela diz, mas o fato é que o caso está sim esclarecido. Nós descartamos que o pai da criança adotivo tivesse participado, pois de início houve suspeita com relação à participação dele, mas no dia do ocorrido ele estava trabalhando, então nós aqui entendemos que não houve participação dele, apenas da Baganna, que por sinal deve estar passando por diversos problemas psicológicos, porque pra fazer uma coisa como essa, acho que ela não estaria num estado natural pra cometer essa violência” disse Bacelar.

Logo quando houve a suspeita dessa violência sexual, o Conselho Tutelar do município de Glória, como medida protetiva à criança, não só a vítima agredida, mas também o seu irmão de dois anos foram retirados do casal e colocados em um abrigo em Paulo Afonso, na Casa de Passagem Menina Flor.

A acusada teve a prisão preventiva decretada, e está presa à disposição da justiça. Não houve nenhum tipo de resistência por parte da agressora. No final da tarde, ela foi encaminhada para o Presídio Regional de Paulo Afonso, uma vez que Glória não comporta em sua delegacia carceragem feminina.

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