
O Governo também mandou representantes à Bahia para acompanhar os trabalhos em torno do acidente, além de dois veículos de Corpo de Bombeiros e um caminhão refrigerado do Instituto de Medicina Legal (IML), para realizar o transporte dos corpos.
Alguns parentes das vítimas, em Pernambuco, também foram à Bahia para fazer o reconhecimento dos corpos. O último balanço divulgado pelo Hospital Prado Valadares, de Jequié, na Bahia, divulgado às 14h30, informou que 33 pessoas morreram e 13 ficaram feridas. Pelo menos três pacientes são pernambucamos. Os corpos estão nos IMLs de Jiquié e de Vitória da Conquista, na Bahia.

De acordo com o secretário estadual de Saúde, Antônio Figueira, dois pacientes que estão internados em estado grave no Hospital Prado Valadares serão transferidos para o Recife. "Os dois pacientes vão ser removidos de avião para o Recife amanhã [domingo] e serão encaminhados ao Hospital da Restauração. Há ainda um terceiro paciente onde já foi constatada morte encefálica", informou. O Governo Estadual decretou luto oficial de três dias.
O Acidente
A colisão envolveu o ônibus, que transportava 44 trabalhadores do corte de cana, um caminhão e uma carreta carregada com materiais de escritório. Os trabalhadores seguiam da cidade de Jateí, em Mato Grosso do Sul, para Pedra e Buíque, no Agreste de Pernambuco.
O acidente aconteceu no km 583 da BR-116, região conhecida como "Serra do 100". De acordo com as informações da PRF de Milagres, o local é uma ladeira. No trecho, a estrada é composta por três pistas, duas utilizadas para subida e uma usada para descida.
De acordo com a polícia, o ônibus com os trabalhadores fazia uma ultrapassagem permitida nas duas vias de subida no momento em que a carreta descia a estrada no sentido contrário. O motorista da carreta teria perdido o controle e o semi-reboque que ela transportava teria invadido a pista contrária, atingindo o ônibus e jogando-o para fora da pista. O caminhão, por sua vez, foi atingido pelo ônibus.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) afirma que o ônibus envolvido não tinha autorização da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e circulava mediante uma liminar expedida pela Justiça de Brasília.






