9 de maio de 2026

Mário Negromonte destaca ter passado ileso por faxina de Dilma

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Não foi por falta de desgaste político que o ministro Mário Negromonte se manteve no cargo no período mais crítico do governo Dilma Rousseff (PT), em que ela trocou cinco membros da sua equipe, quatro deles por suposto envolvimento em corrupção. Presidente do PP baiano, o titular das Cidades endossa que a líder nacional lhe poupou justamente devido a uma alegada falta de fundamento das denúncias de irregularidades contra si que surgiram na imprensa. “São denúncias e ilações sem consistência. Vasculharam minha vida, a própria imprensa, nem como fizeram na ditadura. Vasculharam minha mulher (Ena Vilma Negromonte), prefeita de Glória, e nada. Se tivesse alguma coisa, já tinham aberto uma CPI. A presidente, do jeito que ela é dura, firme, já tinha pedido o ministério. Não tem problemas de gestão, é uma questão política”, defendeu-se, em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, comandado por Samuel Celestino e Daniela Prata, na Rede Tudo FM 102,5. Na oportunidade, o pepista reiterou (I e II) que a disputa política dentro da bancada do partido no Congresso, que gerou a onda de ataques à sua gestão, é discriminatória. “Sou um ministro nordestino, você sabe que o sul também discrimina um pouco. (O ministério) saiu da mão de um ministro que era do Rio de Janeiro (Márcio Fortes) e o ex-ministro, sempre insatisfeito, tem amigos na imprensa e planta notinhas”, acusou. Na entrevista, o ministro disse ainda serem falsas as informações de que estaria sendo excluído de decisões de sua própria pasta.  


Ministro admite que pode cair em reforma ministerial


Indagado sobre a possibilidade de ter que deixar o cargo na reforma ministerial que a presidente Dilma Rousseff realizará no primeiro semestre de 2012, o ministro das Cidades, Mário Negromonte, admitiu que pode cair, e pregou o apaziguamento dentro do PP. “Ela só vai fazer (lhe demitir) se o partido estiver rachado, e a gente está fazendo um esforço para não rachar o partido”, reconheceu. O pepista entende que, caso perca o cargo, a sua legenda não deve conseguir fazer o sucessor. “Quem vai perder é o partido. Eu saindo, não vai entrar outro do Partido Progressista. Porque o outro lado vai ficar batendo também. O que perdeu vai ficar cobrando, então vai ficar eternamente neste conflito batendo no governo Dilma”, afirmou. Na disputa política, o ministro destacou que tem recebido o apoio do governador Jaques Wagner (PT). “Ele sabe que na minha gestão não tem erro, que tem uma questão política. Ele não quer perder um ministro amigo, companheiro, leal. No primeiro momento que ele precisou, nós ficamos do seu lado”.


 

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