Caro Ozildo;
Reporto-me mais uma vez ao Vosso veículo de comunicação para externar-lhe minhas humildes reflexões sobre o tema “violência”.
Conheci Paulo Afonso, como uma cidade maravilhosa, cheia de possibilidades de sucesso , superação e prosperidade. De repente, em quase 10 anos que por aqui transito e definitivamente assentei morada, chegando a casar com uma paulo afonsina, me questiono o que aconteceu com esta cidade? Sabe-se que é a 4ª. Maior cidade em arrecadação, segundo a Receita Federal, em função da CHESF, sabe-se ainda que o IDH (índice desenvolvimento humano) gira em torno do satisfatório e aceitável. Contudo, vimos crescentemente a “onda” de violência tomar conta da cidade de forma alastrada, ,vendo as autoridade locais fecharem os olhos a tudo isto, como se a responsabilidade fosse apenas de um e não de todos co- participativamente.
Assistimos, então, jovens desempregados, adolescentes bêbados e a mercê da educação domestica e a falta de compromisso de alguns para que a coisa fique pior e assim poder vender acusações e facilidades. Ou seja, quanto pior melhor…
È fato, então, que não se trata de um problema de administração partidária, cabendo ao prefeito ou a fulano exclusivamente a responsabilidade e o dever de zelar.
È imprescindível então, que as autoridades locais repensem suas posturas e comecem a atuar de forma conjunta e organizada para inibir a conduta delitógena da maioria desses jovens que por insegurança, desocupação e conceitos paradigmáticos de masculinidade e sedução (homens e mulheres sim.) por falta de oportunidades parem de abrir as portas das drogas e da violência. O tédio local leva a maioria destes jovens a buscarem “adrenalina” e com isto iniciam-se no vício, no álcool e terminam nas condutas violentas e criminosas.
Concluo, então, que a omissão e o descompromisso, talvez até egoísmo, seja a real causa de tanta violência em uma cidade tão bonita e com grandes perspectivas de crescimento.
Menores de 18 anos, desregrados, devem ser submetidos ao toque de acolher imediatamente, as blitz devem ser incessantes e rigorosas (presencio constantemente jovens embriagados pilotando motos e sem retrovisores) o cerco deve ser fechado tal como em nova York, ou seja, tolerância zero. Veja que as estatísticas mostram que a violência tem sido em sua maioria promovida por jovens de até 28 anos de idades, drogados e alcoolizados.
Os políticos locais, não podem apostar na máxima de “quanto pior melhor”, visando colherem proveitos e louros políticos, o bem comum, a segurança publica, é um patrimônio que não pode ficar refém da inércia política do administrador público e muito menos pode ser moeda de troca e barganha de quem tem o devem moral e social e promover a tranqüilidade da cidade. OU SEJA, TODOS INDISCRIMINADAMENTE.
As. Cecílio Almeida Matos





