25 de abril de 2026

Três anos após morte de Fernando Aldo familiares lutam contra reeleição de acusado

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Três anos após o assassinato do vereador Fernando Aldo, a família do parlamentar morto a tiros na cidade de Mata Grande, ainda tem esperança de que os responsáveis pelo crime sejam punidos. Porém, os parentes de Fernando Aldo fazem uma ressalva: temem que o resultado da eleição possa interferir no rumo do processo. O temor se dá por conta de Cícero Ferro, um dos acusados no crime, tentar a reeleição.


 


“Com isso, ele fica mais protegido, com imunidade parlamentar”, lamenta Alda Brandão, irmã de Fernando.


 


Além da incerteza de punição para os culpados pela morte do irmão, Alda diz que a família teme pela presença de Ferro na cidade de Delmiro Gouveia. “Ficamos assustados, pois o Cícero Ferro está fazendo campanha aqui”, afirmou ela. Alda se refere ao fato de o parlamentar e o prefeito do município, Luís Carlos Costa, o Lula Cabeleira, já terem sido presos pelo assassinato.


 


“O exceutor está preso, mas os mandantes não. Tem essa questão da imunidade”, frisou Alda.


 


A irmã do vereador colocou ainda que, apesar de os autores intelectuais do crime estarem soltos, a família considera uma vitória a repercussão que o caso teve. “Ter chegado até aqui já é uma vitória. Claro que nada apaga a dor e a saudade que sentimos, mas a punição dos culpados nos daria um conforto. Peço ao povo de Alagoas que não eleja Cícero Ferro”, colocou Alda.


 


Nesta sexta-feira (01), será celebrada uma missa em Delmiro Gouveia em memória de Fernando Aldo.


 


O caso


 


Fernando Aldo Gomes Brandão foi morto na madrugada de 01 de outubro de 2007, na cidade de Mata Grande, após participar de uma das maiores festa da região, o Mata Grande Fest. Segundo o inquérito da Polícia Civil, por volta da 1 hora, Fernando Aldo deixou sua família no palanque da festa e disse que ia até o carro para descansar um pouco. Ao chegar ao veículo, notou que um dos pneus estava vazio e quando abriu a porta do carro foi rendido pelo soldado Marlon, que efetuou nove disparos de pistola nove milímetros.


 


De acordo com a Polícia, o crime seria praticado no dia anterior após a Missa do Vaqueiro, na cidade de Delmiro Gouveia, mas não foi consumado porque o vereador estava o tempo todo com o filho de seis anos no colo e os criminosos não teriam tido coragem de efetuar os disparos.


 


O atual prefeito de Delmiro Gouveia, Luiz Carlos Costa, o Lula Cabeleira, e o deputado estadual Cícero Ferro constam no processo como mandantes do crime, mas estão soltos gozando do foro privilegiado. Tanto Ferro como Lula já foram presos por determinação da Justiça. Ainda segundo a Polícia, o crime foi encomendado em setembro de 2007, pelo deputado Cícero Ferro, em sua própria casa.


 


Eliton Alves Barros, conhecido como “Wellington”, Dílson Alves, o soldado Carlos Marlon Gomes Ribeiro e Eronildo Alves Barros, o “Nildo” foram apontados como os autores materiais.


 


Dílson Alves foi condenado no ano passado a nove anos de prisão, depois de ser beneficiado pela delação premiada, ao revelar que teria recebido R$ 4 mil de Cícero Ferro. O soldado Marlon e Wellington continuam presos esperando o julgamento. Já Nildo morreu em um acidente automobilístico na capital Pernambucana. 


 


 


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