14 de abril de 2026

Mutirão do Empreendedor Individual atrai profissionais de diversos segmentos da economia de Paulo Afonso

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Depois de passar pelo bairro Tancredo Neves II e atender a dezenas de profissionais, o mutirão para a formalização do Empreendedor Individual, nesta quarta-feira, chegou à praça do Trabalhador, em Paulo Afonso, no centro da cidade. Foi o dia que a artesã Cleide Vieira, de 41 anos, escolheu pra se formalizar. E não demorou para que ela saísse com o CNPJ em mãos. Ela foi visitada por parte da equipe que trabalha no mutirão que a informou sobre os benefícios da lei. “Vale a pena se formalizar. Eu só contribuí durante 5 anos e meio para a previdência e há alguns anos havia suspendido a contribuição. Agora, vou poder retomar e ter mais segurança para o meu futuro”, disse a artesã, que confecciona bonecos de tecido, chaveiros e outros souvenirs.


 


Cleide faz parte da Associação do grupo de Artesãos Produtores de Paulo Afonso – AGAPPA, que tem uma loja diversificada em frente à praça das Mangueiras. É lá onde os artesãos expõem e comercializam a produção feita com capricho. Eliza Araújo é outra artesã que faz parte o grupo que também aderiu ao EI nesta quarta-feira. Ela tem 43 anos e nunca contribuiu para a previdência social. “Trabalho com artesanato há 12 anos e nunca pensei na formalização. Já que chegou a oportunidade, é hora de aproveitar”, comemorou ela.


 


Paulo Afonso jovem, foi emancipada há apenas 52 anos, tem cerca de 103 mil habitantes e vem despertando aos poucos para o empreendedorismo. O município está numa região privilegiada pela natureza, banhada pelo rio São Francisco e cortada pelos canyons que atraem turistas o ano inteiro. “Durante muito tempo, os habitantes daqui foram dependentes economicamente da produção de energia, através da CHESF (Companhia Hidrelétrica do São Francisco) e o Sebrae tem um papel importante para mostrar a população as vocações empreendedoras do lugar”, analisa a gestora do Ponto de Atendimento do Sebrae em Paulo Afonso, Nadja Monteiro. “O Empreendedor Individual veio para dar uma grande contribuição nesse aspecto, informando sobre as vantagens da legalização. Estamos esperando um grande número de profissionais que trabalham com o turismo, por exemplo, uma atividade relativamente nova que agrega um grande número de trabalhadores informais”, acrescenta Nadja.


 


Enquanto isso, profissionais de diversas outras áreas estão procurando a legalização do negócio. Rosângela Sá procurou o stand de atendimento do mutirão para registrar o pequeno açougue que mantém há 9 anos no bairro Centenário, um dos mais populosos de Paulo Afonso. “Minha intenção é ampliar o negócio, crescer como empreendedora e acho que a formalização vai me ajudar, abrindo portas para o crescimento”, afirmou. O esposo é o outro profissional com quem Rosângela divide a rotina de trabalho.  De acordo com a legislação, o Empreendedor Individual pode empregar um funcionário, com vencimento de um salário mínimo. “Vai ser meu próximo passo: discutir com meu esposo sobre a contratação dele para que ele possa ter benefícios previdenciários também”, espera Rosângela.


 


A sexta-feira é dia de feira livre em Paulo Afonso. O pátio, localizado no bairro Perpétuo Socorro, atrai muita gente de outras cidades. Estrategicamente, os profissionais empenhados no mutirão para a formalização do EI, estarão atendendo a esse público, durante todo o dia.


 


Até o fim do ano, o objetivo é que quase oitocentos profissionais se tornem empreendedores individuais em Paulo Afonso.

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