Aline Cordeiro esteve sempre ligada à dança desde criança, porém passou realmente a levar a sério a partir dos seus 16 anos, quando ainda estudante do Colégio Quitéria, começou com trabalhos como coreógrafa. Para ela, a dança foi um dom em sua vida, qual se dedica há 14 anos. Pós-graduada em Arte-educação, veio se envolver com a dança do ventre na época em que a mesma se encontrava em evidência devido a novela “O Clone” da Rede Globo. Contudo, foi com o programa Raul Gil que Aline se sentiu muito mais instigada pela arte. “Existia campeonatos de dança na atração e tinha um grupo de Belo Horizonte, comandado por Henry Netto, que me chamou bastante atenção. Eu nunca tinha visto uma apresentação completa. Nesse dia cheguei a gravar a apresentação desse e grupo e depois passei a ensaiá-la. Sempre tive a facilidade de pegar qualquer tipo de coreografia… Eu comecei a estudar, busquei informações e daí surgiu minha paixão pela dança do ventre”, recorda ela.
Aline então se aperfeiçoou. Fez cursos na área, posteriormente teve experiência como professora de dança em algumas academias da cidade, até que entrou para a Associação Pauloafonsina de Dança e Teatro – APDT, entidade qual reserva carinho pelo papel importante que teve em sua vida. Sua família nunca aceitava o fato de Aline querer ser artista, pois já havia aquela velha ideia de que arte não era algo que desse dinheiro. “Tanto é que me formei em Magistério, depois fiz o vestibular e passei para Pedagogia. Eu trabalhava normalmente como professora, mas não tinha parado com a dança. Houve então a oportunidade de entrar na APDT, e acabei unindo o útil ao agradável”, diz Aline, que entrou inicialmente na associação como professora de dança e em 2006 fez todos os testes e passou a integrar o elenco dos espetáculos da APDT. Aline nunca fez curso de teatro, mas segundo ela, Dolores Moreira, diretora, com sua estima de querer colocar todo mundo pra atuar, vem trabalhando a coreógrafa também como atriz.
Concursa da Prefeitura Municipal de Paulo Afonso como professora de séries iniciais, desde 2005 Aline dá aulas nas oficinas de dança oferecidas pelo município. “Eu tenho um público desde crianças de 6 anos, a mulheres de 58. Trabalhar com o público em geral é uma experiência bastante gratificante, um pouco difícil pelo fato de serem cabeças diferentes. Algumas chegam apenas para aprender a dança para fazer para o marido, outras por uma questão de exercício físico… Porém, com o decorrer do curso, que dura 6 meses, com muita persistência eu consigo tirar um pouco dessa ideia delas e mostrar a real arte da dança do ventre”, conta Aline, que atualmente também integra o núcleo de pesquisas do Ponto de Cultura “Arte no Ponto”, ficando responsável pelo levantamento das manifestações culturais das cidades de Chorrochó e Glória.





