
O vereador Deivide Henrique falou pela primeira vez, nesta quinta-feira (21), sobre a operação policial “Senhor das Armas”, deflagrada na última segunda-feira (18) e que teve o parlamentar como um dos alvos da investigação. A declaração foi dada durante entrevista à Rádio Angiquinho.
Segundo as investigações, a operação apura um suposto esquema de fornecimento ilegal de armas de fogo para facção criminosa que atua na região de Paulo Afonso, além de policiais militares, conforme o Ministério Público da Bahia.
Durante a entrevista, Deivide Henrique confirmou que policiais estiveram em sua residência durante o cumprimento dos mandados. O vereador relatou que estava dormindo com a esposa enos filhos no momento da chegada das equipes policiais.

O parlamentar admitiu que armas e munições foram apreendidas em sua casa, mas afirmou que todo o material é legalizado. Segundo ele, as armas são registradas na categoria CAC (Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador) e utilizadas para prática de tiro esportivo, atividade que exerce há cerca de cinco anos.
Deivide Henrique afirmou ainda que é atirador esportivo e que todas as armas apreendidas possuem autorização e documentação regular junto ao Exército Brasileiro.

O parlamentar também confirmou a apreensão de seis aparelhos celulares. De acordo com ele, um dos aparelhos é de uso pessoal, outro é utilizado nas atividades do mandato na Câmara de Vereadores, um pertence à esposa e os demais seriam dos filhos.
Além disso, o vereador afirmou que um veículo também foi apreendido pelas autoridades, porém apenas para realização de vistoria.
Sobre o dinheiro em espécie exibido em imagens divulgadas pelo Ministério Público, Deivide Henrique confirmou que os valores lhe pertencem. Segundo ele, cerca de R$ 12 mil foram encontrados, mas o montante teria origem legal e comprovada por meio de saque bancário.
Questionado durante a entrevista sobre o fato de afirmar que não possui qualquer ligação com esse tipo de crime e, ainda assim, ter sido alvo da operação, o vereador respondeu que não sabe o motivo de ter sido incluído na investigação.
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