
A cantora Ana Castela, conhecida como “A Boiadeira”, foi citada como uma das atrações que estavam previstas para o Forrogaço 2026, mas que não deverão mais integrar a programação após a definição de um teto de R$ 500 mil para cachês de artistas em eventos públicos nos oito municípios que fazem parte do alto sertão de Alagoas.
O nome da artista não havia sido divulgado anteriormente. A informação foi tornada pública pelo prefeito de Piranhas, Tiago Freitas, durante entrevista ao programa Política Del 89, da Rádio Delmiro FM, nesta quarta-feira (15), após o acordo firmado entre prefeitos para limitar os valores pagos a atrações.
Segundo o gestor, artistas de renome nacional estavam sendo negociados para compor a grade do evento, mas, com a adoção do limite, a programação precisará ser reformulada.
No cenário atual do mercado musical, Ana Castela está entre os nomes mais valorizados, com cachês que variam, em média, entre R$ 800 mil e R$ 1,2 milhão por apresentação — valores acima do teto estabelecido pelos municípios.
De acordo com o prefeito, uma nova grade está sendo organizada e deverá ser divulgada em breve.
Teto para cachês
A medida que impacta a programação do Forrogaço foi definida por prefeitos e prefeitas que integram o Consórcio Intermunicipal do Alto Sertão Alagoano. Por meio de uma carta aberta, os gestores estabeleceram que os municípios consorciados não poderão ultrapassar o valor de R$ 500 mil na contratação de uma única atração artística.
O grupo reúne cidades como Piranhas, Água Branca, Canapi, Delmiro Gouveia, Inhapi, Pariconha, Olho d’Água do Casado e Mata Grande.
Segundo o documento, a iniciativa segue orientações do Ministério Público de Alagoas e da Associação dos Municípios Alagoanos, com o objetivo de reforçar a responsabilidade na aplicação de recursos públicos.
Os gestores afirmam que a decisão não representa oposição às festas populares, mas busca conter o aumento dos custos com grandes atrações, que vinham pressionando os orçamentos municipais.
Ainda conforme a carta, a proposta é manter o calendário cultural da região, garantindo maior controle dos gastos e preservando investimentos em áreas essenciais, como saúde, infraestrutura e segurança pública.





