Diante dos últimos acidentes que ocorreram na cidade nesta semana e até mesmo as quedas de energia que têm prejudicado o funcionamento dos semáforos no centro da cidade, refletindo em transtornos no tráfego de veículos, a população tem sentido falta de um maior efetivo de Agentes de Trânsito nas ruas.
Atendo aos pedidos dos internautas, o site ozildoalves entrevistou esta manhã (13) o comandante dos Agentes de Trânsito, Rosário, que confirmou que o trabalho dos agentes segue normalmente. "A única coisa que está sofrendo alteração são os finais de semana e feriados, nos quais as horas extras foram cortadas pelo município, não só para os Agentes de Trânsito, mas para o funcionalismo municipal no geral. E como esses dias, final de semana e feriado, implicam em hora extra, aí o pessoal não está se fazendo presente", explicou.
No entanto, o comandante reconhece que hoje, a quantidade de Agentes de Trânsito, as condições de trabalho, estrutura física e material para a sua equipe tem sido desproporcional ao porte de Paulo Afonso, ainda mais quando a cidade tem uma frota de veículos crescente, e reforça, a população deve exigir a melhoria dos serviços.
Acompanhe logo abaixo, parte a entrevista que fizemos com o comandante:
Site Ozildo Alves: Tem algo a explicar para a população quanto ao trabalho dos Agentes de Trânsito?
Comandante Rosário: Os agentes não têm o que explicar, porque eles foram formados, muito bem formados, então eles dão de si aquilo que de melhor pode ser efetuado, não só em Paulo Afonso, mas como em qualquer lugar.
A única coisa que às vezes não tem um trabalho à contente é no caso de deslocamento, esse tipo de coisa, porque, né!?… É notória a deficiência de mobilidade. Os veículos, com exceção das motocicletas, são veículos que estão um tanto que sucateados e às vezes dificulta, porque está na oficina… ou coisa desse jeito.
Mas na verdade, o pessoal tem se empenhado naquilo que pode. A única restrição que está tendo é a presença nos feriados e finais de semana, por conta do problema de hora extra.
Site Ozildo Alves: Existe alguma mudança nesse trabalho para o próximo ano?
Comandante Rosário: A princípio não tem novidade nenhuma. O que a gente espera, é que se possa completar o efetivo. Por que uma cidade do porte de Paulo Afonso, não só pela população, mas de extensão urbana, com esse número de agentes não dá para fazer um trânsito de qualidade que a cidade merece.
Nós teríamos que ter um efetivo 24 horas, como tem, mas em número muito reduzido. Dividindo esse efetivo por três turnos, a gente vai ver que 43 dividido por três fica quase inviável. Não tem como ter um serviço de qualidade.
Site Ozildo Alves: Você acha que a população tem dado o devido valor aos Agentes de Trânsito?
Comandante Rosário: Todo lugar tem aquele que observa a coisa num âmbito real, e tem aquele que não estão nem aí pra coisa. Então a gente observa que Paulo Afonso, por estar localizada numa região onde a cultura, o intelecto, não é um dos melhores do estado, a gente vê a deficiência muito grande no que diz respeito ao conhecimento de trânsito.
E aí o que acontece!? Principalmente o pessoal de motocicleta, a ignorância é geral no que diz respeito aos deslocamentos no município. As pessoas não querem se matar, mas por como se deslocam no trânsito, elas estão se matando.
Eles são observam como ultrapassar, velocidade incompatível, eles aceleram para não dar oportunidade de um veículo maior passar na frente… Isso dificulta e acontece acidente todo dia envolvendo motociclista e também motorista. A gente vê motorista aí que na feição dele diz "não sei dirigir". Mas está com a carteira de habilitação. Isso dificulta e o Agente de Trânsito tem que conviver com toda essa situação.
Site Ozildo Alves: Algo mais a acrescentar?
Comandante Rosário: Apenas dizer que nós aqui já oferecemos várias considerações para uma melhoria do trânsito local, mas como todo município, há dificuldades econômicas que inviabilizam atender as solicitações que a gente tem feito.
Infelizmente isso acontece, mas a população deve se situar como a classe que está precisando, e solicitar, porque a força do município são os munícipes, e se essas pessoas não reivindicarem, aí os governantes vão achar que está tudo bem. E tem mais é que reclamar, dar sugestões, porque sem sugestões às vezes a gente acha que está fazendo o melhor, e não é o melhor para a população.
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