“O ovo da Serpente é uma metáfora usada para exprimir a constatação de um mal em formação na gestação. Posto à luz, na chocagem, pode-se acompanhar a evolução do monstro que está se criando”. Foi assim, supostamente, com as experiências do nazismo de Hitler, do terrorismo de Bin Laden e as atrocidades de Kadafi na Líbia.
O poder Legislativo, a Câmara de Vereadores de Paulo Afonso, assim como as demais, tem atributos sui generis. Permite o contraditório bilateral, o antagonismo de idéias, o confronto partidário, às vezes até os xingamentos verbais trocados entre adversários políticos, e a união dos desafetos nos projetos de intere$$es públicos e privados, mesmo sem estarem juntos. Visando o bem estar coletivo, partidário, político e econômico, naquela Casa de Cultura Política, “sapos, barbudos ou imberbes”, são engolidos suprapartidariàmente na condução dos trabalhos inerentes ao Legislativo.
Guardadas as devidas proporções metafóricas e as considerações suscitadas nazistas e terroristas à parte, unilateralmente, ou seja, de um lado só, o danoso na legislatura vindoura em janeiro será a lamentável e gritante discórdia existente entre alguns edis do campo e da cidade da base do Governo Municipal, que perdura por bastante tempo. Há pouco a contenda foi motivo do título de persona non grata ao neófito vereador do PT e polêmico ex secretário de Saúde do Município, deferido pelo então presidente da Câmara, do DEM, ora reeleito, e futuro colega de bancada do agraciado com tão repugnante condecoração, que parece condizente com seu dossiê de bravatas, haja vista o que se fala de seu temperamento belicoso, e de ter “batido- boca” na Administração Pública com o mais novo vereador eleito do PV, que, ironicamente, contribuiu sobremaneira para sua eleição com poucos votos pelo Partido dos trabalhadores, devido as brechas da Lei nas coligações partidárias que atentam contra os princípios constitucionais da razoabilidade e da equidade.
Tomara que não! Ovo de serpente, jamais! Mas, não precisa ter bola de cristal para vislumbrar em um futuro próximo cenas atípicas que atropelarão as regras morais de convivência no Poder Legislativo, em detrimento do eleitorado que não quer a volta dos vícios que abusaram do erário descaradamente em gestões passadas, e foram varridos para debaixo do tapete pelo corporativismo que escuda a necessária classe política na Democracia. Pode até ser que as conjecturas acima citadas sejam inócuas e irrelevantes. Contudo, “não se pode pensar em Política, onde não haja controvérsia. A unanimidade absoluta só existe nos cemitérios”.





