
A infectologista e chefe do departamento de doenças emergentes da Organização Mundial da Saúde (OMS), Maria Van Kerkhove, afirmou nesta segunda-feira (8) durante a conferência de imprensa diária sobre o novo coronavírus que a propagação de covid-19 a partir de pacientes assintomáticos parece ser “muito rara.”
Segundo a médica, os dados levantados até agora mostram que pessoas que não apresentam os sintomas da doença possuem pouco potencial infectológico para contaminar indivíduos saudáveis. De acordo com a especialista, deve haver esforços dos governos para identificar e isolar pessoas que apresentam sintomas.
“Nós sabemos que existem pessoas que podem ser genuinamente assintomáticas e ter o PCR (teste realizado para detectar a presença do vírus no organismo) positivo. Esses indivíduos precisam ser analisados cuidadosamente para entender a transmissão. Há países que estão fazendo uma análise detalhada desses indivíduos, e eles não estão achando transmissão secundária. É muito rara,”, afirmou a médica ao ser questionada por jornalistas.
Ainda segundo Kerkhove, é necessário traçar todos os contatos que pessoas que desenvolveram a doença tiveram com outros indivíduos. A infectologista afirmou ainda que é necessário realizar mais estudos para chegar a uma “resposta verdadeira” sobre todas as formas de transmissão do novo coronavírus.
Após a divulgação, Jair Bolsonaro comentou a declaração da médica da OMS. “Após pedirem desculpas pela Hidroxicloroquina, agora a OMS conclui que pacientes assintomáticos (a grande maioria) não têm potencial de infectar outras pessoas. Milhões ficaram trancados em casa, perderam seus empregos e afetaram negativamente a Economia”, escreveu no Twitter.






“Ela já foi bem criticada e a OMS já veio a público explicar, porque os assintomáticos são os que não terão absolutamente nada de sintomas (20% do total dos 80% que terão sintomas leves ou levíssimos, quase imperceptíveis, os pré sintomáticos). Nesses assintomáticos a produção de vírus é pequena, mesmo assim podem transmitir. São pessoas difíceis de estudar, porque nunca sabem se infectaram, mas seria mais raro sua disseminação. Mesmo assim essa afirmação dela foi baseada num estudo chinês com apenas 63 pessoas. Não dá pra afirmar o que ela afirma somente com essa base. Tem de sair mais estudos com um número de indivíduos maior pra fazer a afirmação de que temos uma exceção como esta.” (Dr. Welbe)
A OMS está agindo de forma parcial e encharcada de ideologia, lamentável, está perdida