Na sessão da Câmara da última segunda, dia 29 de agosto, o vereador Celso Brito, líder da oposição naquela Casa, em seu discurso não se esquivou de comentar sobre o tema levantado pelos demais colegas, quanto às receitas do município nessa Gestão. Enfatizou, no entanto, a questão da ausência de políticas públicas efetivas mediante a arrecadação média de 160 milhões de reais ao ano, e nesses quase 3 anos não houve inovações, e o município continua na mesma condição de inércia do passado, tendo em vista ser desconhecido os projetos de sustentabilidade econômica e social de longo prazo vindos da governança.
Na oportunidade, o vereador elogiou o posicionamento do líder do governo de que permanecerá fazendo oposição ao Governador, e manter-se-á em seu partido. “É difícil em termos políticos todos pensarem da mesma forma. Quando todos pensam do mesmo jeito cria-se uma ditadura”, numa menção aos excessos praticados pelos chefes de executivo, que querem obrigar o legislativo a aprovar seus projetos sem que haja discussão.
Contudo, ao comentar sobre as deficiências dos dois governantes (municipal e estadual) em apresentar propostas reais ao desenvolvimento de Paulo Afonso, o vereador pondera: “talvez a partir dessa aliança com o governador, possa ser que os dois ponham a cabeça no lugar e tragam o desenvolvimento para o nosso município. Que tragam medidas de futuro, e não imediatistas”, aludindo às questões discutidas em setores como o de Turismo, aonde a realização de festas parece ter sido o único artifício para atrair turistas, contudo, não tem sustentabilidade nem dá garantias para o desenvolvimento econômico para cidade. Na mesma fala, lembra que as políticas públicas deixadas pelo governo anterior foram interrompidas, simplesmente, para que se tire da lembrança do povo benfeitorias duradouras, contudo, de acordo com o vereador, o desmonte que foi feito no caso da Saúde foi muito perceptivo e com as seqüentes trocas de secretário demonstra o desequilíbrio de quem constrói projetos baseados no imediatismo, que atende apenas as demandas do seu mandato.
Na opinião do vereador, não se pode tolerar que ao final de quatro anos deste mandato, sem ter realizado as políticas efetivas necessárias para o desenvolvimento, continuem culpando a administração passada, e alegar que um mandato seja pouco tempo para isso, e assim pede-se a reeleição. “Espero que nessa reforma política (no Congresso) venha com a não reeleição para prefeito municipal”, pois entende que um só mandato é o suficiente para apresentar seu trabalho, e oportunizar a dinâmica política. “Os recursos não são do prefeito, não são do secretário. Esses recursos são do povo e devem ser aplicados de forma responsável para a comunidade”, descreve o líder da oposição, que encerra com uma frase preocupante, que avalia a maioria das atitudes humanas e parece caber no que ocorre na política excutiva: “Normais na aparência, perigosos nas ações”.
Informações baseadas no discurso do vereador no dia 29/08/2011.





