9 de abril de 2026

Polícia Civil de Paulo Afonso prende PM de Sergipe suspeito de homicídio em Glória (BA) após cobrança por fraude em concurso

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Redação / PA4

Vítima teria sido atraída para reunião após cobrar valores pagos por promessa de aprovação em concurso

Um policial militar do Estado de Sergipe foi preso nesta terça-feira (8), durante a Operação Divisa, deflagrada pela Polícia Civil da Bahia, por meio da 18ª COORPIN de Paulo Afonso e da Delegacia Territorial de Glória. Ele é apontado como principal suspeito da morte de Diego Amaro, ocorrida no dia 28 de março, na zona rural do município de Glória (BA).

De acordo com as investigações, a vítima — que residia em Piranhas (AL) — foi morta a tiros em uma estrada vicinal, havendo indícios de emboscada seguida de desova do corpo. A motivação do crime, segundo a Polícia Civil, estaria relacionada a um desentendimento envolvendo uma suposta fraude em concurso público.

As apurações indicam que Diego Amaro teria pago mais de R$ 100 mil, entre dinheiro e bens, após a promessa de aprovação no concurso da Polícia Militar de Sergipe, o que não se concretizou. Diante disso, ele passou a cobrar a devolução dos valores e de um automóvel entregue como parte do acordo, mas teria tido o pedido negado. Pessoas próximas relataram que a vítima vinha recebendo ameaças e demonstrava nervosismo antes do crime.

A última vez em que Diego foi visto com vida teria sido na companhia do policial suspeito, após ser atraído para uma suposta reunião em que a situação seria resolvida. O encontro, no entanto, não ocorreu, e o corpo foi posteriormente encontrado com marcas de disparos de arma de fogo.

O mandado de prisão foi cumprido no município de Canindé de São Francisco (SE), após diligências das equipes envolvidas. Também foram realizadas buscas na residência do investigado, em Piranhas (AL), onde foram apreendidos documentos de interesse investigativo e um veículo Jeep Renegade de cor preta, que pode ter sido utilizado na prática criminosa. Outras buscas ocorreram no local de trabalho do suspeito, em Porto da Folha (SE), com o objetivo de coletar novos elementos de prova.

A operação contou com atuação integrada da Polícia Civil da Bahia, com apoio do GATTI/Nordeste, do Núcleo de Inteligência da 18ª COORPIN e da Delegacia Territorial de Paulo Afonso. A Polícia Militar da Bahia, por meio do 20º Batalhão, também auxiliou nas investigações.

Antes da prisão, a defesa do policial havia informado que ele se apresentaria espontaneamente ao batalhão em que é lotado, atendendo a uma solicitação do comando e do delegado responsável pelo caso. O advogado criminalista Pedro Jorge Bezerra afirmou que a apresentação já estava previamente acordada e classificou como desnecessária a realização das buscas na residência do investigado. A defesa informou ainda que poderá adotar medidas legais em relação à atuação policial.

Até o momento, não houve manifestação oficial da Polícia Civil sobre os questionamentos levantados pela defesa.

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