
Uma publicação feita pelo grupo Atípicas de Paulo Afonso nas redes sociais chamou a atenção para dificuldades enfrentadas por pessoas com deficiência (PCDs) durante o vestibular da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), aplicado neste domingo (11). Segundo a nota, candidatos teriam sido prejudicados por falta de condições adequadas de acessibilidade e de atendimento especializado.
No texto, o grupo @atipica.pa_ afirma que, embora a educação inclusiva seja amplamente defendida no discurso, na prática ainda existem barreiras que dificultam o acesso de PCDs aos processos seletivos. Entre os problemas citados estão a falta de acessibilidade urbana, como degraus nos locais de prova, além da ausência de transcritor e leitor, o que, de acordo com o grupo, teria impedido alguns candidatos de realizarem o exame. A publicação também relata que mães teriam retornado para casa com seus filhos sem que eles conseguissem fazer a prova.
Diante da situação, o Atípicas manifestou repúdio e cobrou do Estado ações concretas para garantir uma educação efetivamente inclusiva, direcionando críticas à Uneb Campus Paulo Afonso.
Procurado pelo @sitepa4, o diretor do Departamento de Educação da Uneb em Paulo Afonso (DEDC VIII), professor doutor Vinicius Silva Santos, informou que o vestibular é conduzido por uma comissão central e que os pedidos de atendimento especializado seguem critérios estabelecidos em edital. Em nota, ele esclareceu que, no caso consultado, a candidata não apresentou a documentação exigida no ato da inscrição, teve o pedido indeferido e não apresentou recurso dentro do prazo previsto.
A direção destacou que o esclarecimento se refere a um caso específico, enquanto a manifestação do grupo Atípicas aborda a situação de forma mais ampla. A universidade informou ainda que permanece à disposição para prestar outros esclarecimentos.



