6 de fevereiro de 2026

Em vídeo, promotor de Justiça levanta hipótese: “E se Paulo Afonso pertencesse a Delmiro Gouveia?”

Por

Redação

Promotor de Justiça Frederico Alves, da Promotoria de Justiça do Município de Delmiro Gouveia, publicou Procedimento Administrativo para solicitar informações que possam contribuir para desvendar aspectos polêmicos da posse das ilhas de Paulo Afonso (Foto: Edilson Omena)

 

O Ministério Público do Estado de Alagoas publicou portaria e reabriu a apuração envolvendo ilhas no Rio São Francisco, na região entre Delmiro Gouveia (AL) e Paulo Afonso (BA).

No vídeo, o promotor de justiça de Delmiro Gouveia, Frederico Alves Monteiro, comenta o assunto e detalha as providências adotadas, como o pedido de informações ao IBGE sobre registros histórico-cartográficos.

A iniciativa foi provocada por Renato Ferreira, 63 anos, autor da tese defendida em 2013: “A posse clandestina das terras de Paulo Afonso-BA: Uma análise jurídico-histórica”.

Ele era então graduando no curso de Direito e autor da tese defendida em 2013, na Faculdade Sete de Setembro, atualmente Unirios, ironicamente localizada em Paulo Afonso, na Bahia. E o nome do trabalho que consumiu quase 30 anos da vida de Renato. O trabalho foi elogiado por muita gente da área, embora alguns duvidem da eficácia dele e detestado, naturalmente, pelos baianos.

Fiscal de tributos Renato Santos é autor da tese “A posse clandestina das terras de Paulo Afonso-BA: Uma análise jurídico-histórica”, que chamou a atenção do Ministério Público/AL (Foto: Edilson Omena)

 

Segundo suas pesquisas ao longo desse tempo, trata-se da usurpação, pela Bahia, das ilhas do Rio de São Francisco, que pertenciam à Capitania de Pernambuco até 16 de setembro de 1817, quando da emancipação da Província de Alagoas de Pernambuco.

A imponente ponte Dom Pedro II que divide Alagoas e Bahia tendo ao meio o Velho Chico: ao fundo uma das usinas de Paulo Afonso (Foto: Edilson Omena)

 

Caso consiga provar nas instâncias jurídicas e até no Supremo Tribunal Federal (STF) a titularidade dominial das ilhas por Alagoas, Renato pode reverter ao Estado milhões em royalties. Não há números oficiais, mas os valores pagos estariam calculados em torno de R$ 90 milhões por ano.

ASSISTA VÍDEO DO PROMOTOR:


Vídeo: @fredericoalvesmonteiro
Fotos inseridas ao vídeo: Edilson Omena

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