
Vamos excepcionar Maria mãe de Jesus e Eunice a minha mãe. A primeira por motivos óbvios e a segunda no ventre da qual eu me hospedei por nove meses. Não importa que tenha ficado, pouco antes, pela metade, e por muito menos tempo, nas entranhas do meu pai. Fiquei por toda uma gestação no seu ventre. Também carece dizer que o óbvio não existe e tem que ser declarado. Bolodório fora, as duas estão anos luz acima de qualquer homenagem.
Ainda podemos deixar de fora, isto é, pairando acima, a minha mulher de vinte e seis anos, a as adoradas colegas da Academia de Letras de Paulo Afonso. O papo, sem pretensão de homenagem – de que elas não precisam -, é para todas as mulheres, as mulheres do mundo.
O início foi com Eva, a avó de todos nós lá no Jardim do Éden. Desde então, são elas que nos dão a vida. Nos jogam no mundo e nos protegem. Sim, dão a vida por nós, quase sem exceção. Simplificando, elas nos amam!
Mas, como temos que focar nossa consideração (já vimos que não é homenagem) em um grupo, vamos escolher as professoras de Paulo Afonso: Ana Miná, Professora Noêmia, Vera Campelo, Dirce Georgina, Bernadete e Salete do Colepa, Socorro Silva da Sala de Visitantes; Nazaré, Ivone, Terezinha e Helena do Ciepa e tantas outras que a memória vai traindo. Elas, foi o que presenciei em quarenta anos de ensino em Paulo Afonso, querem o bem dos seus alunos como a um filho. Alegram-se com o seu sucesso que sabem deles muito mais que delas. Elas, saibam os leitores, têm uma paciência beneditina de dar inveja, pelo menos ao autor.
Sofrem com resultados que poderiam ser melhores se a crise da educação no Brasil não fosse na realidade um projeto (afirmação de Darci Ribeiro).
Elas, as mulheres professoras de Paulo Afonso, pacientemente vão até o fim da jornada e se aposentam com a consciência tranquila dos justos. Não dizem, mas parecem pensar que teriam feito muito melhor se não tivessem sido podadas no seu esforço de educar.
Inquestionavelmente deram o melhor de si e fizeram o possível. Daí a nossa presunção em selecioná-las para esta simplória digressão. Para elas, mulheres de caráter indestrutível, o nosso agradecimento pelo denodo, amizade e apoio nas horas amargas da incompreensão.
Francisco Nery Júnior





