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O promotor que apresentou denúncia contra o deputado eleito pelo estado de São Paulo Tiririca não se mostrou satisfeito com o desempenho do comediante nas provas feitas nesta quinta-feira (11). “De 10 vocábulos que escreveu, ele errou nove”, declarou Maurício Antônio Ribeiro Lopes ao site da Revista Época, falando sobre o ditado a que Tiririca se submeteu. O presidente do TRE, Walter de Almeida Guilherme, disse que Tiririca “leu e escreveu” diante do juiz e que provavelmente será diplomado deputado federal em dezembro.

A frase que foi ditada para Tiririca foi a seguinte: “A promulgação do Código Eleitoral, em fevereiro de 1932, trazendo como grandes novidades a criação da Justiça Eleitoral”. O promotor não informou quais palavras teriam sido erradas por Tiririca. No teste de leitura e interpretação, Tirica leu títulos e subtítulos de matérias de um jornal paulistano – uma sobre o filme em homenagem a Aytorn Senna e outra sobre uma ação do Procon contra um estabelecimento que comercializava produtos vencidos.


Tiririca na chegada à sede do Tribunal Regional Eleitoral, em São Paulo

Mesmo com a declaração do presidente do TRE, o promotor disse que não desistirá do processo por falsificação de documento que abriu contra o deputado eleito. A declaração entregue por Tiririca para a Justiça, que deveria ter sido escrita por ele mesmo, “foi forjada”, diz Ribeiro Lopes.


O promtor disse que irá impetrar mandados de segurança para que a Justiça Eleitoral garanta a produção de novas provas na ação penal. “Em situações análogas, o Tribunal Superior Eleitoral considerou que seria alfabetizado quem acertou 30% de um teste. Eu não vi 30% de acerto no ditado. Eu não encontrei isso”, disse o promotor ao G1.


Já o advogado de Tiririca, Ricardo Vita Porto, disse que o promotor insiste no assunto para justificar o que chamou de “uma tempestade n’um copo d’água”. “Ele (Tiririca) não só leu e escreveu como o fez de forma satisfatória. À tarde, ele foi submetido novamente a leitura e escrita e obteve 100% de acerto, conforme declarado pelo próprio presidente do Tribunal Regional Eleitoral”, disse.


Suspeitas
Tiririca admitiu que teve ajuda da mulher para escrever a declaração por conta de problemas com a mão gerados pelos anos no circo. Ele não produziu prova gráfica para comparação e perícia porque não é obrigado – o réu não é obrigado a produzir prova contra si mesmo, segundo a lei. 

A audiência durou mais de 12 horas e terminou sem uma sentença. Mesmo se for diplomado, Tiririca poderá ser cassado posteriormente, se os possíveis recursos da denúncia forem acatados. O presidente do TRE não quis comentar o mérito do desempenho de Tiririca. “Foi ditado e ele escreveu. Se escreveu mal ou bem, não vou dizer, não sei. Na hora de ler, ele leu. Se bem ou mal, é o juiz que vai avaliar.” Não há previsão para o resultado.

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