11 de abril de 2026

Fatos da reunião sobre o HNAS: Presidente da OAB, indignada, retira-se do auditório

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A transferência do Hospital Nair Alves de Souza da Chesf para o Governo do Estado da Bahia teve o seu primeiro momento realmente público na reunião realizada no Memorial Chesf no dia 4 de fevereiro. Porém, apesar de instituições e a imprensa de Paulo Afonso terem sido convidadas, a coordenação do evento decidiu que apenas as duas partes interessadas – Chesf e Estado da Bahia e representantes das prefeituras e os deputados presentes teriam voz para se colocar sobre o assunto.


 


Essa decisão, comunicada pelo mediador Carlão, da Chesf, gerou um princípio de tumulto porque entidades como a OAB, Maçonaria, CDL que compõem a Liga das Entidades que também debateram o assunto, reagiram ao se sentirem excluídas do processo e se retiraram do auditório. A polêmica começou quando o radialista J. Matos, da RBN reivindicou o direito de participação da sociedade civil nesse debate, no que foi seguido pela presidente da OAB/Paulo Afonso, Dra. Isabel Cristina, que indignada com a exclusão das entidades civis do debate, retirou-se do Memorial. Numa troca de gritos, Carlão declarou que “isso aqui não é uma audiência pública”. Outro fato que chamou a atenção foi à distribuição do tempo pelo mediador do encontro: 5 minutos para os municípios da micro-região de Paulo Afonso e 10 minutos para a Prefeitura de Paulo Afonso.


 


No final quando se esperava pelas respostas dos questionamentos apresentados, o Secretário Estadual da Saúde, Jorge Solla, começou a alencar uma séria de ações do governo, muitas delas, fora do foco que era a transferência do HNAS, tida como certa pelo Governo e pela Chesf que assinaram conjuntamente um folheto de informações sobre esse processo com o título “Hospital Nair Alves de Souza (HNAS) passará para a gestao do Estado”. Questionado pelo Deputado Federal José Carlos Aleluia (DEM) sobre as respostas que não foram dadas, o Secretário Solla chegou a afirmar que “o atendimento que é feito nos corredores do Hospital Roberto Santos, em Salvador é uma atendimento de qualidade” da saúde (do Estado da Bahia). A reunião acabou, sem terminar… As muitas dúvidas levantadas não tiveram respostas. Afinal, como disse o mediador do evento, “isso não é uma audiência pública”. De fato, pareceu mesmo apenas um comunicado público de uma transferência já decidida nos gabinetes.

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