TEXTO: Washington Luís
No último dia 29 /10 (quinta feira), o presidente da Câmara Municipal de Paulo Afonso, Antônio Alexandre (DEM), recebeu em seu gabinete, seis empresários da empresa PROAD – EQUIPAMENTOS DE INFORMÁTICA, sediada no estado do Espírito Santo, solicitando audiência com o prefeito Anilton Bastos Pereira, cujo objetivo seria a cobrança de uma dívida de R$ 360.000,00 (trezentos e sessenta mil reais) contraída no ano de 2007, na administração do Prefeito Raimundo Caíres (PSB). Segundo os empresários, o valor da dívida se refere à compra de computadores e equipamentos eletrônicos que seriam instalados na cidade com a implantação do sistema de vigilância digital, ação que valeu o prêmio E-GOV ao então gestor municipal, porém até hoje o referido sistema é um ilustre desconhecido dos paulafonsinos.
Em entrevista ao repórter Gil Leal, no programa Ronda 950, apresentado pelo radialista Fábio Salvador, Antônio Alexandre disse que ficou perplexo diante das explicações dos empresários capixabas, e logo telefonou para o prefeito Anilton Bastos Pereira (DEM), sugerindo que recebesse os credores e convocasse a imprensa para tornar público mais essa faceta de seu antecessor. Na tarde do mesmo dia, toda a imprensa pauloafonsina noticiou o fato que deixou indignados todos os cidadãos de bem e os telefones da RBN não pararam de receber ligações de ouvintes indignados, pedindo justiça e conclamando a população a exigir justiça contra os que subestimaram sua inteligência e continuam impunes, inclusive já fazendo campanha antecipada para a próxima eleição.
Continuando o seu desabafo, o presidente da Câmara disse que: -“O povo de Paulo Afonso tem que abominar este elemento ruim, que transformou nossa cidade na cidade da roubalheira. Não é admissível que ele continue impune. A Polícia federal tem que investigar suas falcatruas, e todos os bloquistas que o defendem, também fazem parte das suas ações danosas e trambiqueiras.” Em outro ponto da entrevista, Antônio Alexandre enfatizou: -“Estes bloquistas defensores têm que tomar vergonha na cara!”.
Na sexta feira, 30 /10, no programa Primeira Hora, apresentado pelo radialista Daniel Costa, o diretor da RBN J Matos, lendo o exemplar de n.º 01 do Jornal Transparência, editado pelo governo Passado, destacou a matéria sobre o a implantação do “Centro de Inclusão Digital”, projeto de 2004, cujo objetivo seria a modernização do sistema de informática da prefeitura e estreitar a relação governo / cidadão, com aquisição de equipamentos modernos para transmissão de sinal via internet sem fio, com imagens captadas por 50 câmeras digitais.
Segundo a matéria do jornal, a implantação do sistema tinha como finalidade combater ações criminosas, levando as imagens em tempo real à Central de Processamento de Dados. Teoricamente, um feito digno de render prêmios a qualquer prefeito que o colocasse em prática, mas até hoje não foi implantado, apesar de todos os equipamentos terem sido comprados pela bagatela de R$ 360.000,000 (trezentos e sessenta mil reais.) Perguntar não ofende: Onde estão os equipamentos?
Eliana Fontes de Castro – técnica da Caixa Econômica Federal-REDUR /FS, ao proceder vistoria técnica no Telecentro Paulo Afonso I detectou irregularidades nos procedimentos licitatórios no convênio em relação à aquisição dos equipamentos adquiridos na gestão anterior. Segundo o relatório, foram encontrados equipamentos sem a documentação que comprove sua aquisição, bem como a comprovação do total cumprimento do plano de trabalho, já que não consta a licitação do material de consumo proposto.
E conclui: -“Chegamos à conclusão de que em função das irregularidades apontadas, a prestação de contas deste convênio seria rejeitada, o que impossibilitaria a liberação do recurso por parte da CEF. Entretanto, como até a presente data o recurso federal disponibilizado, encontra-se bloqueado junto ao interveniente (CEF), recomendamos com base no exposto, que a atual gestão faça uma reavaliação do projeto para sua implantação em outro espaço físico e as mediadas cabíveis para a correta execução do objeto conveniado, ou a devolução do recurso conveniado à concedente, com a devida justificativa pela não execução do referido convênio
CONVÊNIO N.º 0203176-01 – IMPLANTAÇÃO DO CENTRO DE INCLUSÃO DIGITAL
-MONTANTE COVENIADO: R$ 56.482.00
-CONCEDENTE: R$ 40.650.00
-CONVENENTE: R$ 15.832,00
-PRAZO DE VIGÊNCIA: 02 /03/2010.
*FONTE: Caixa Econômica federal.





