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A Folha Sertaneja anuncia o passamento da professora Etelinda Viana. Passou da vida para a morte e, daí, para a vida. Dona Etelinda passou para o recanto dos justos. Aquela é justa! Juntou-se ao marido Paulo e santificou-se ainda mais.

Ela pode ter descansado, aos 96 anos de idade, e certamente germinou para a vida eterna. Como a semente que precisa morrer para renascer, aquietou-se e saiu do nosso convívio. É como está escrito em uma lápide do Cemitério do Campo Santo em Salvador: “O mundo é que deixou de ser contemplado por ela”. O mundo, traumatizado pela realidade da morte, acaba de perder uma contempladora de peso.

Isto é uma crônica que me permite escrever na primeira pessoa. Então, diria agora ao leitor, choroso como eu, que Dona Etelinda, a professora dos tempos ingênuos do Ginásio Paulo Afonso, foi uma amiga das horas incertas. Como acreditamos na semente potencial do pé de jequitibá, ela acreditou no jovem professor idealista e sisudo vindo de Salvador. Mansa e crédula, sempre esboçava o sorriso calmo da sinceridade. O mundo seria melhor se todos fôssemos como Dona Etelinda no que ela tinha de melhor.

É uma pioneira a mais que se vai. Foi, mas ficará viva na nossa memória enquanto vida tivermos. No final, estaremos com ela a sorrir o sorriso, lábios ternos e descontraídos, dos que têm fome e sede de justiça – cronista e leitores.

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