Valtércio Nunes Nascimento, era vigilante e trabalhava pela Estrela. Hoje a notícia de seu suicídio, no local de trabalho, abalou a toda sua família. Com 45 anos, Valtécio deixou quatro filhos.
“Ultimamente ele vinha meio desesperado da vida, não sei o porquê, o povo comenta muito as coisas… Depois do derrame da minha mãe – ele é muito apegado a ela – se preocupou também. Vem o problema familiar, que não vivia bem com a sua esposa, mas eu não vou dizer por isso, nem por aquilo, que eu não convivia com eles dois. Eu só sei que domingo (07) eu estive aqui e ele fez quase como uma despedida, chegou pra mim e disse ‘mano, eu não posso te dar nada… Tome aqui de presente essa maquitazinha, que é uma lembrança que você vai ficar de mim’. Mas eu levei isso na normalidade… Ele já tava com pensamento de se suicidar”, diz Humberto Nascimento, irmão de Valtécio.
Enquanto isso, a família aguarda a liberação do corpo. “É um sofrimento pra gente que perde um irmão. Uma cidade como essa, com tanto vereador, com tanta gente aí na política, e hoje fica a família sofrendo, vendo um irmão jogado lá como um indigente, sem ter o direito de ver o irmão, não ter o direito de nada, só sentir a dor… Não tem um médico legista, não tem nada. Então eu pergunto as pessoas, pergunto as autoridades: que cidade é essa, que políticos são esses?”, desabafa o irmão.
Ainda segundo Humberto, fala-se muito numa carta que Valtécio teria escrito e deixado antes de se suicidar, mas por enquanto ele disse não ter visto e nem teve acesso à suposta carta.
No momento da tragédia,Valtércio estava trabalhando como vigilante numa guarita nas proximidades da 6ª Ciretran quando por volta das 06h30min deu um tiro em sua própria cabeça.





