Foi com 14 anos que Dolores Moreira descobriu que queria fazer algo de diferente. Um dia resolver ir ao COPA (Clube Operário de Paulo Afonso) e falou para Galdino, atual gerente na época, que queria se reunir com um pessoal de sua rua, alguns colegas, para fazer teatro. Pois bem, se juntaram e formara o GETAPA, Grupo Experimental de Teatro Amador de Paulo Afonso.
O primeiro espetáculo que ela escreveu e montou chama-se “Conflitos de uma Geração”. Nesse espetáculo foi falado todo tipo de questionamento da época; sobre aborto, divórcio, racismo, vida e morte. Ali ela já esboçava uma linguagem que mais adiante veio a definir como uma linguagem própria, artística.
Dolores viu surgir o teatro em sua vida de forma muito experimental. Foi no COLEPA que teve suas primeiras aulas de teatro com a professora Salete Azevedo, uma paraibana que tinha feito teatro com Elba Ramalho.
“Meu pai uma vez sentou comigo e falou pra mim que isso não tinha futuro… Minha mãe hora incomodava, hora não, mas… Acho que foi a melhor coisa que eu fiz na minha vida, na minha juventude. Eu fui uma pessoa cheia de compromissos, eu tive tempo pra pensar muito mais nas coisas. Foi muito bom eu ter feito essa escolha.”
Além de ter morado em Salvador, Dolores também morou
Formada pela UFBA (Universidade Federal da Bahia)
“Sobrevivo de arte por que se o que eu faço é arte, então a arte é o que me garante a sobrevivência. Agora vou lhe dizer, é bem difícil, bem difícil… O que eu pretendo em relação ao teatro





