7 de maio de 2026

Fernando Mota: Carta Aberta ao Povo de Pedro Alexandre

Por


CARO JORNALISTA OZILDO ALVES


Tenho visto, com certa frequência, o seu site, que tem um cunho jornalístico moderno, interessante, e que de forma democrática se abre para os mais diversos tipos de comentários. Um informativo que expressa com linguagem simples, inteligível, os acontecimentos da nossa região, com imparcialidade. Aproveito o ensejo para lhe fazer uma consulta. Gostaria imensamente de publicar no seu valioso site uma mensagem, que julgo de fundamental importância, para aquilo a que se propõe, intitulada “CARTA ABERTA AO POVO DE PEDRO ALEXANDRE”. 


Anexo uma foto minha, caso queira utilizá-la para melhor identificação.


Qualquer que seja a sua resposta antecipo o meu sincero agradecimento e atenção.


Fraternalmente, Fernando Mota


CARTA ABERTA AO POVO DE PEDRO ALEXANDRE


Pedro Alexandre, 13 de agosto de 2011.



Pensem nas crianças que não têm futuro certo. Nos jovens que ainda não têm rumo definido, nem oportunidade de emprego, de educação de qualidade, de lazer e esporte. Pensem nas famílias que nunca tiveram acesso a um projeto de saúde digno, direito a uma moradia confortável. Pensem naqueles que vivem da roça, mas que não recebem apoio, incentivo para cultivar sua terrinha. Pensem na fome que maltrata tanta gente. Sabe lá o que é não ter o que comer nas horas das refeições? Pensem nas informações que a imprensa divulga: Pedro Alexandre campeão baiano e brasileiro de analfabetismo, com um índice de miséria elevado. Pensem nos perigos que rondam as nossas crianças e jovens: drogas, cachaça, prostituição infantil e juvenil. Pensem na destruição em que se encontra nossa cidade. Nas estradas esburacadas, nas praças e ruas destruídas e sem iluminação. Na falta de infraestrutura (esgotamento sanitário, coleta e destinação incorreta do lixo). Pensem nos nossos jovens estudantes que são transportados para a cidade em paus-de-arara, como se estivessem vivendo em mil novecentos e antigamente, expostos a todos os riscos: de vida, à poeira, à chuva, ao frio, à quentura excessiva, etc.


Esta situação absurda já existe há muitos anos. Quem já passou pela prefeitura, ou ainda está, nada resolveu e nem revolverá. Sabem por quê? Porque o projeto deles é pessoal, é para enriquecer, formar patrimônio. Vejam: os carros novos, as melhores casas, os melhores empregos, os melhores salários, as oportunidades, tudo é para eles. E o que é que sobra para o nosso povo? Só migalhas. Aquelas migalhas que eles chamam de “cesta básica”. Aquelas migalhas que eles distribuem no meio das feiras. Aquelas migalhas que eles transformam em cachaçada, festinhas e “ajudazinhas” do saco de cimento, do bloco, do carro-pipa.


Pensem na violência que assombra o município e a região. Pensem na má fama que tem Pedro Alexandre, que afasta do nosso convívio os nossos vizinhos de fronteira. Para quem tem vergonha, isso é vergonhoso. Vocês acham que tudo isso é pouco? Pois muito bem. Quem acha que tudo isso não tem qualquer importância, então que continue votando neles, ajudando a afundar ainda mais a nossa própria terra. Mas tenha a certeza de uma coisa: vai pagar um preço ainda maior do que o que já está pagando sem mesmo perceber.


Mudança significa construir um caminho novo. Significa eleger, para nos representar, uma pessoa devidamente preparada, do ponto de vista político, administrativo, humanitário e espiritual. Uma pessoa do bem. Que todo mundo conheça as suas qualidades, a sua inteligência, o seu jeito de ser, o seu grau de educação, de comunicação, de confiabilidade, de capacidade para dirigir o destino de nossa terra. Garanto que é muito fácil saber quem em Pedro Alexandre tem esse perfil. O que mais me impressiona nisso tudo é que uma parte do nosso povo se encanta facilmente com quem não tem compromisso nenhum com o destino de nossa terra. Apaixona-se por políticos viciados, trambiqueiros, do tapinha nas costas, das mentiras, das falsas promessas, do “tome uma merreca”.  E bota nos ombros, como se fossem salvadores da pátria. Mas quando cai a ficha, aí começa a reclamar, a se dizer arrependido, a xingar, a dizer que não vota mais naquele político. Mas continua com os olhos no passado. Porque quando vem a próxima eleição, a recaída é certa. E outra vez a fantasia cega a maioria. O sofrimento e a revolta que duraram quase quatro anos, são completamente esquecidos um mês antes da eleição.


E assim o povo vai tocando a vida, marcado pela sina de sofrer pelos seus próprios erros. Por não olhar para frente. Por não valorizar e não acreditar em quem tem a capacidade de mudar de vez essa triste situação.


Há 30 anos venho me colocando a serviço do povo de minha terra. Tenho um rol de prestação de serviços relevantes ao povo de minha terra, que é do conhecimento de todos, e um considerável currículo profissional:


Educação – (1984) Como Secretário Municipal de Administração da Prefeitura fui o responsável pela criação da extensão de 5ª a 8ª série do curso de ensino fundamental; (1991) fundei, em parceria com a deputada estadual Fátima Nunes-PT (que ainda não era deputada) e a saudosa Irmã Lourdinha (Congregação das Irmãs Concepcionistas Missionárias do Ensino), a primeira  escola de Magistério da história de Pedro Alexandre (Colégio Professora Fátima Nunes). Fui Secretário Municipal de Educação por duas vezes.


Política – Fui Secretário Parlamentar da Assembleia Legislativa da Bahia (Gabinete da Dep. Fátima Nunes – 1995); Vice-Prefeito de Pedro Alexandre (1996-2000); Chefe de Gabinete da Prefeitura de Santa Brígida (1º mandato do prefeito Padre Teles – 2004/2007); Sou Assessor de Gabinete da Dep. Fátima Nunes, desde 2009. Já disputei duas eleições como candidato a prefeito. Sou o atual Presidente do Diretório Municipal do PT de Pedro Alexandre. Apoiamos a deputada estadual Fátima Nunes e o deputado federal Emiliano José, do PT.


Social – Através do CIM – Centro de Integração da Mulher, entidade sem fins lucrativos, dirigido por minha esposa, Solange Mota, desenvolvemos cursos conveniados de corte e costura, bordado a mão e a máquina, pintura, artesanato; programas de alfabetização de jovens e adultos (MEB, TODAS AS LETRAS, TOPA), desde os anos 90; repasse de gêneros alimentícios (feijão, farinha) a mais de mil famílias carentes, através da CONAB, etc.



CARO JORNALISTA OZILDO ALVES


Tenho visto, com certa frequência, o seu site, que tem um cunho jornalístico moderno, interessante, e que de forma democrática se abre para os mais diversos tipos de comentários. Um informativo que expressa com linguagem simples, inteligível, os acontecimentos da nossa região, com imparcialidade. Aproveito o ensejo para lhe fazer uma consulta. Gostaria imensamente de publicar no seu valioso site uma mensagem, que julgo de fundamental importância, para aquilo a que se propõe, intitulada “CARTA ABERTA AO POVO DE PEDRO ALEXANDRE”. 


Anexo uma foto minha, caso queira utilizá-la para melhor identificação.


Qualquer que seja a sua resposta antecipo o meu sincero agradecimento e atenção.


Fraternalmente, Fernando Mota


CARTA ABERTA AO POVO DE PEDRO ALEXANDRE


Pedro Alexandre, 13 de agosto de 2011.



Pensem nas crianças que não têm futuro certo. Nos jovens que ainda não têm rumo definido, nem oportunidade de emprego, de educação de qualidade, de lazer e esporte. Pensem nas famílias que nunca tiveram acesso a um projeto de saúde digno, direito a uma moradia confortável. Pensem naqueles que vivem da roça, mas que não recebem apoio, incentivo para cultivar sua terrinha. Pensem na fome que maltrata tanta gente. Sabe lá o que é não ter o que comer nas horas das refeições? Pensem nas informações que a imprensa divulga: Pedro Alexandre campeão baiano e brasileiro de analfabetismo, com um índice de miséria elevado. Pensem nos perigos que rondam as nossas crianças e jovens: drogas, cachaça, prostituição infantil e juvenil. Pensem na destruição em que se encontra nossa cidade. Nas estradas esburacadas, nas praças e ruas destruídas e sem iluminação. Na falta de infraestrutura (esgotamento sanitário, coleta e destinação incorreta do lixo). Pensem nos nossos jovens estudantes que são transportados para a cidade em paus-de-arara, como se estivessem vivendo em mil novecentos e antigamente, expostos a todos os riscos: de vida, à poeira, à chuva, ao frio, à quentura excessiva, etc.


Esta situação absurda já existe há muitos anos. Quem já passou pela prefeitura, ou ainda está, nada resolveu e nem revolverá. Sabem por quê? Porque o projeto deles é pessoal, é para enriquecer, formar patrimônio. Vejam: os carros novos, as melhores casas, os melhores empregos, os melhores salários, as oportunidades, tudo é para eles. E o que é que sobra para o nosso povo? Só migalhas. Aquelas migalhas que eles chamam de “cesta básica”. Aquelas migalhas que eles distribuem no meio das feiras. Aquelas migalhas que eles transformam em cachaçada, festinhas e “ajudazinhas” do saco de cimento, do bloco, do carro-pipa.

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