A jovem de 19 anos vinha como passageira de um mototaxista em direção ao centro pela BA-210, próximo à Prainha, quando a moto em que estava foi atingida pela colisão frontal da moto de Victor com um veículo Santana. O acidente ocorrido às 06h da manhã deste último sábado (06), deixou a jovem com lesões no joelho e uma fratura exposta no dedão da mão esquerda.
Segundo a família da moça, no momento do acidente o SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) prestou socorro primeiro ao rapaz que estava num estado mais grave, no entanto, quando o veículo retornou ao local, o mesmo não parou para prestar assistência à jovem visivelmente ferida. Ela que é moradora no centro da cidade, só foi levada ao hospital, assim como o mototaxista, graças à solidariedade de um taxista que ia passando pelo local e viu a situação. E como se não bastasse toda a angústia e ansiedade vivida por alguém que vê seu ente querido envolvido em um acidente, a família da jovem disse não ter sido atendida pelo SAMU na noite desta segunda-feira (04).
De acordo com a tia da garota, foram feitas quatro ligações para o serviço, solicitando o carro para o transporte da jovem até o hospital, pois a mesma, além de não conseguir se locomover devido às lesões no joelho, se encontrava ontem com pouco mais de 38º de febre, mas o SAMU não veio até a residência da vítima. A grande preocupação da mãe era que a sua filha passasse a ter convulsões, já que houve casos em que a febre alta da garota a levou a ter essas crises, como nos seus 09 meses de vida e também nos seus 11 anos de idade.
Ainda segundo a tia da jovem, o médico plantonista que a atendeu por telefone, disse que o que a garota tinha não era febre e que “pessoas de 19 anos não têm perigo de ter convulsão”. “Ele pediu que eu desse um paracetamol a ela – sendo que ela já tinha tomado 40 gotas de dipirona. Demos o medicamento e depois de pouco mais de uma hora, nada da febre baixar. E o médico continuou dizendo que isso não se tratava de febre, daí eu perguntei: ‘febre pro senhor é o que então? 41, 42 graus?’. Foi quando ele disse que eu arrumasse um carro de quatro portas, botasse ela dentro e a levasse ao médico. Eu perguntei se ele não podia vir pegar ela, mas ele foi irredutível e disse que não!”.
“Eu acho isso um absurdo, pois se o SAMU ta aí é pra atender o povo em questão de emergência. Quando o pessoal passa trote aí, eles num vão? Por que eles não puderam vir aqui numa hora de necessidade? Ninguém ia ligar às 11h e pouco da noite pro SAMU de brincadeira, né!?”, reforçou a tia da jovem, que ainda disse que boa parte do mal atendimento nos serviços públicos do nosso país, se deve ao mal uso do direito que o cidadão tem de reclamar, questionar e exigir.





