6 de fevereiro de 2026

Famílias se reúnem e fazem caminhada pelas ruas de Paulo Afonso para celebrar o dia do autista

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IVONE LIMA. PA4.COM.BR

Caminhada no centro de Paulo Afonso pelo Dia Mundial do Autismo. foto Ivone Lima. PA4.COM.BR

“Ele agora está mais tranquilo. Antes era muito difícil, brigava muito na escola, então o levamos no neuro. Eu só percebi quanto ele passou a frequentar a escola, tinha já quatro anos. Então quando fomos à medica, ela disse que ele tinha mais de forma bem leve”, diz Veruza, mãe do garoto Rafael, de nove anos que mostraremos no vídeo abaixo.

 

Veruza descobriu que seu filho era autista quando o garoto começou a estudar, aos 4 anos. Porém, desde sempre ela sentia que alguma coisa não estava certa. Foto Ivone Lima. PA4.COM.BR

Hoje, 2 de abril, Dia Mundial do Autismo, as famílias pauloafonsinas cujo drama e a alegria transpassaram as paredes do lar, vieram às ruas para dizer que vale a pena cada dia: o passo em falso, o choro, a birra, a briga, o grito, a fuga.

 

Caminhada avança pelo centro. Foto Ivone Lima. PA4.COM.BR

Agora eles precisam do abraço da sociedade que deve acolhê-los sem preconceito e com amor, mais: com a devida inserção. Na escola, com direito à saúde, acesso ao mercado de trabalho, e com a possibilidade de tratamento para viver melhor.

 

 

Isael: ‘Sou pai de filho autista, tenho que participar.’

Segundo Veruza, os pais precisam ficar atentos desde os primeiros meses e observarem o olhar da criança e como ela responde aos estímulos. Suspeita-se que há muitas famílias aqui em Paulo Afonso que têm autistas em casa e sequer o sabem.

 

Foi uma caminhada longa e aos poucos, a sociedade vem conhecendo mais sobre o transtorno, a ciência avança significativamente, mas em paralelo, infelizmente, ainda existe muita desinformação e falta de oportunidades para eles.

 

As instituições

 

É importante dizer também que várias instituições estão atentas e trabalhando com as famílias para a inclusão dos autistas, como a Universidade do Estado da Bahia (UNEB), que desenvolve o Projeto Girassol, o 20º Batalhão da Polícia Militar, cuja terapia com os cavalos têm sortido grandes avanços, a diocese de Paulo Afonso com o projeto Zaqueu – este em fase embrionária, mas que pretende ser outra possibilidade.

 

Esta caminhada teve também o apoio da prefeitura municipal. Do Legislativo, a presença da vereadora Leda Chaves. Cumpre dizer que é pouco. É o mínimo.

 

Algumas lojas do comércio esperaram com os balões azuis e a caminhada seguiu, cada um com a sua dificuldade, com seu entusiasmo e todos querendo transformar a realidade.

 

“/Grão, o amor da gente é como um grão, uma semente de ilusão, tem morrer pra germinar, plantar nalgum lugar, ressuscitar no chão, nossa semeadura…/”.

 

Como lembra Gilberto Gil, antes é preciso morrer e depois renascer. Então que essa luta não seja apenas das famílias. Que nos unamos a elas, que possamos visitá-las, que também cobremos do poder público mais ação.

 

Realização: Associação Pauloafonsina de Amigos e Familiares Dos Autistas- SEMEAR; Projeto Girassol (UNEB); Equipe Multidisciplinar de Atenção aos Autistas (EMMA); Secretária de Saúde; APAE; Projeto Ame e Prefeitura  de Paulo Afonso.

 

 

Vieram famílias do município vizinho de Delmiro Gouveira-AL. Foto: Ivone Lima.PA4.COM.BR

 

 







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COMENTÁRIOS

Comentários 2

  1. Cidadã says:

    Linda iniciativa! A sociedade precisa se conscientizar e passar a respeitar as diferenças, diminuindo a recriminação e o julgamento, aumentando a solidariedade e o respeito! É primordial, ainda, implementar, o quanto antes, políticas públicas que disponibilizem as terapias e medicamentos necessários ao desenvolvimento das crianças com TEA, possibilitanto assim, sua inserção na comunidade de forma mais participativa, bem como, proporcionando qualidade de vida, que é um direito de todo cidadão!!!

  2. Ane says:

    se hoje ainda existem famílias que nem sabem da condição de seus filhos. Fico imaginando quantos autistas no passado foram postos a margem da sociedade, não frequentando a escola, não sendo inserido no mercado de trabalho e nem no meio social, vivendo como um ser “desconhecido e louco”. Benditas pesquisas científicas.

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