15 de abril de 2026

Em mais uma tumultuada sessão, presidente manda prender popular e os dois vão parar na delegacia

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Da mesma forma que aconteceu na sessão anterior, após a leitura das matérias da ordem do dia, feita pelo 1º Secretário, Pedro Macário Neto (PP), a oposição, que é maioria na câmara, voltou a questionar a ausência na ordem do dia do parecer da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), que foi favorável ao recurso apresentado pela bancada e o respectivo requerimento que pede a instalação da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito),para apurar e investigar supostas irregularidades administrativas cometidas na atual gestão da Casa Legislativa, ou seja, o presidente Antônio Alexandre (DEM) que será o investigado, não colocou em votação o parecer e muito menos o requerimento da CPI.


 


Com isso, a oposição fez um pedido verbal para que as matérias fossem colocadas em votação, o presidente resolveu suspender a sessão por 05 minutos para consultar o setor jurídico, e, ao voltar alegou que o recurso era “antirregimental” e indeferiu as solicitações: “Se vocês acharem que estou errado entrem na justiça, entrem com um mandado de segurança” sugeriu o presidente. O líder oposicionista Celso Brito (PSB) rebateu: “Se eu fosse vossa excelência eu tinha vergonha de estar sempre desrespeitando o regimento interno desta casa, desrespeitando os vereadores e principalmente a população de Paulo Afonso”.


 


Após a discussão e com a decisão do presidente em não colocar em votação o recurso e o requerimento, todos os 07 vereadores da oposição se retiraram da sessão. O público presente aplaudiu a atitude da oposição e também se retirou antes mesmo do presidente encerrar a sessão.


 


Quando tudo parecia estar calmo, nos corredores internos da câmara, o presidente teria chamado o popular “Zé Carlos”, que é líder comunitário do BTN III de “moleque”. Zé Carlos foi um dos primeiros a se manifestar em retirada da galeria da câmara, o que teria chateado o presidente.


 


Os dois trocaram ataques verbais e Antônio Alexandre deu “voz de prisão” para o popular. A Polícia Militar foi acionada e o caso foi parar na delegacia de polícia.


 


Nos depoimentos, Antônio teria dito a delegada plantonista, Dra. Erundina, que foi desacatado, foi chamado de “filho da ….”. Zé Carlos negou e disse que jamais chamaria esse palavrão com ninguém: “Eu fui chamado de moleque e apenas revidei dizendo que eu era homem, só”. Já passava das 23 horas quando o Boletim de Ocorrência foi registrado e os dois liberados pela delegada.

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