A delegada Mirela Matos, da Delegacia de Assistência à Mulher, protocolou uma representação no Ministério Público Estadual contra o bloco Chavaska, por ter permitido que uma garota menor de idade subisse ao palco durante apresentação da banda Assombra, na Copa Vela.
A titular da DEAM também enviou representação ao MPE em Salvador para que a banda em questão seja ouvida pela justiça daquela comarca, pois, Indiferentes à menoridade da garota de 16 anos os integrantes da banda dançaram com ela simulando coito anal; a menor protagonizou cenas de erotismo ao tirar parte das calças em cima do palco diante da multidão.
O vídeo da adolescente foi parar na internet e a quantidade de acessos é hiperbólica, ficando atrás apenas do vídeo da professora de Salvador que recentemente se transformou em celebridade ao dançar o “todo enfiado”, uma modalidade de “dança” na qual os glúteos da dançarina absorvem quase que completamente a peça íntima de suas vestes.
A infração administrativa pode gerar multa aos administradores do bloco Cavaska ou até mesmo a desintegração da instituição carnavalesca em caso de reincidência, além da penalização caso comprove-se no local exploração ou abuso de menores de idade.
De acordo com Dra. Mirela, a menor, que é filha de presidiário, abandonou o Carlina Barbosa – unidade de ensino da qual era aluna -, e está tendo acompanhamento psicológico pela DEAM.
Para Dr. Mirela, é comum os blocos permitirem a entrada de menores de idade, mesmo porque não há um sistema eficaz de controle de faixa etária dos foliões na entrada dos circuitos de folia. “Apesar de o ato da adolescente ser reprovável, a gente não pode expor a imagem de menores,” completou a delegada.
Para a justiça os responsáveis pelo evento permitiram a entrada de menores e não evitaram o uso de substâncias maléficas e, por isso, devem arcar com as sanções previstas nas legislações específicas.
A delegada destacou que cabe aos organizadores do evento programar as medidas necessárias para facilitar a identificação dos foliões, de forma a respeitarem a legislação, independente da proporção do evento, bem como tomar cuidado quanto à distribuição de bebida alcoólica.
O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pedofilia, senador Magno Malta (PR-ES), que estará
Diante da gravidade que encerra o insensato ato da adolescente diversos segmentos sociais têm se mobilizado no sentido de se pensar formas de enfrentamento desta cruel forma de violação de direitos.





