31 de março de 2026

Técnico que estudou em Paulo Afonso é destaque no “A Tarde” por invenção contra poluição sonora

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O artigo 54 da Lei 9.605/98 (Lei de Crimes Ambientais), que versa sobre a poluição sonora, está sendo seguido à risca em Eunápolis, a 643 km de Salvador, no extremo sul do Estado. Desde que foi implantado, em 2007, um limitador de som nos 24 carros de propaganda sonora,  as reclamações feitas tanto no Ministério Público Estadual (MP) como na Secretaria de Meio Ambiente estão reduzidas a quase zero.


 


O responsável pela redução das reclamações é um invento de José Geovaldo Vianna de Miranda, 43 anos, pernambucano radicado em Eunápolis desde 1986. Técnico em eletrônica e  em telecomunicações, ele inventou o Somblok, aparelho que, instalado a qualquer som, tem o poder de desligá-lo caso o volume ultrapasse a quantidade de decibéis permitida por uma lei municipal – no caso de Eunápolis, o limite para os carros de som é de 55 decibéis.


 

A invenção do limitador de som é fruto de uma decisão judicial, expedida em 2007, quando todos os carros de propaganda sonora foram proibidos de circular em Eunápolis. Ao todo, foram oito meses de proibição, o que gerou desemprego. O promotor de justiça João Alves da Silva Neto, autor da ação que proibia os carros de som na cidade, precisava encontrar uma solução para o impasse e mandou chamar Geovaldo, que criou o Somblok, um aparelho de 7 cm por 25 cm.
 
O aparelho é programado para que o som circule no limite estabelecido. Há um modo em que o som é desligado  assim que os decibéis estão acima do permitido. A outra opção emite um aviso de que o volume está acima do limite. Se não for corrigido, o Somblok começa a gerar interferência no som. Caso o volume continue alto, o som é desligado sem prejuízo para o equipamento.  Quando instalado, o Somblok  só pode ser retirado se o lacre for rompido. E quem faz isso está sujeito a multa de R$ 1,2 mil.

“Foi um invento que só veio para melhorar a vida das pessoas. O centro da cidade estava uma bagunça, com carros de som com volumes nas alturas”, disse o promotor João Alves da Silva Neto. Além de carros, o Somblok foi instalado também em bares, boates, igrejas e academias de ginástica.  Geovaldo patenteou o Somblok no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi). Ele já  instalou o aparelho, também por determinação da Justiça, em  boates de Porto Seguro. Já foram vendidos mais de 80 aparelhos, que custam R$ 800.

Criatividade – O laboratório de José Geovaldo Vianna fica em  um quarto  no fundo da sua casa. “Aqui, eu passo horas, sempre buscando criar alguma coisa”, contou. Ele sempre foi fascinado por eletrônica e aos 10 anos já ganhava prêmios por inventos de sua autoria nas feiras de ciências das escolas.

Novas invenções foram surgindo. “Só com uma antena que vendi, minha mãe mobiliou a casa toda”, conta.  Os álbuns de fotografia de Geovaldo são recheados de imagens dos inventos. “Eu  tive professores que me ensinaram muito, principalmente em Paulo Afonso, onde fiz o meu curso técnico”, conta.

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