O reajuste na tarifa, que começou vigorar na última segunda-feira, chega a 6,06%, se comparado com o valor médio do produto registrado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Segundo o balanço semanal do órgão, o botijão, no final do mês passado, na capital baiana, teve custo médio de R$ 32,88 nas revendedoras.
Segundo Amilton Oliveira, presidente do Sindicato dos Revendedores de GLP (gás liquefeito de petróleo) da Bahia, a decisão para o aumento das tarifas foi tomada exclusivamente pelas distribuidoras do produto. “Não reivindicamos isso, porque muitos revendedores não queriam o reajuste temendo afugentar os clientes”, pontua o dirigente.
Ainda de acordo com Oliveira, o aumento, em algumas regiões da cidade, não será sentido drasticamente. “Em alguns bairros, o reajuste deve variar de R$
Para a dona-de-casa Elisabete Maria Alves, o reajuste, mesmo pequeno, afetará a vida das pessoas que consomem mais de um botijão por mês. “Na minha casa, por exemplo, um botijão dura em média 15 dias. Por mês, acabo comprovando dois. Isso, no final do mês, para quem é assalariado, representa um custo considerável”, diz Elisabete.
Amilton Oliveira afirma que, apesar do temor de alguns revendedores em perder venda com o reajuste, o aumento vem para tentar melhorar o problema enfrentado pelos donos de revendedora . Conforme diz, por existir 240 postos autorizados para vender gás de cozinha, em Salvador, a concorrência se acirra.
“O número ideal de revendas deveria ser de 100. Como o número é muito superior, o que dificulta obter resultados positivos economicamente, acreditamos que este reajuste possa recuperar algumas perdas que os donos dos estabelecimentos estão tendo desde 2007, quando ocorreu o último reajuste considerável”, declara o dirigente, informando que os custos, por exemplo, com o pagamento de periculosidade dos funcionários são altos. “Para se ter um ideia da dimensão do problema, alguns empresários estão fechando as portas e investindo em outros segmentos”, salienta Oliveira.
Vigora no Brasil, desde janeiro de 2002, o regime de liberdade de preços em toda a cadeia de produção, distribuição e revenda de combustíveis e derivados de petróleo. Com isso, o tabelamento, valores máximos e mínimos são feitos por distribuidoras e revendedores de gás de cozinha sem necessidade de autorização prévio do governo.





